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Modelos de negócio invulgares

A criatividade empresarial é surpreendente, muitas são as técnicas para realizar vendas, cada uma mais criativa que a anterior. Num plano de negócios é fundamental perceber como será rendibilizado o projecto e como vamos conseguir vender ou prestar serviços.  Quando mais criativo e mais exequível melhor. Poucos são os negócios que sobrevivem sem vendas.

O modelo de negócio é de forma geral como se vai conseguir ganhar dinheiro com a actividade.

É verdade que a criatividade não pára de surpreender com ideias de negócio e formas de ganhar dinheiro nunca antes pensadas ou implementadas. E  não é só na internet que surgem modelos de negócio revolucionários.

Venda de entrevistas

Muito recentemente fui convidado para (“dar”) uma entrevista ou para escrever um artigo de opinião numa publicação (revista) de distribuição gratuita. Não conhecia a publicação, mas vi mais uma oportunidade para divulgar  o investidor.pt. Mas no segundo contacto realizado com o comercial da empresa, percebi o modo de funcionamento, na realidade para ser entrevistado teria de pagar 600€. Seria comprar uma entrevista.

Este modelo de negócio é genial do ponto de vista financeiro, já sob o ponto de vista jornalístico deixa muito a desejar, pois é apenas uma montra de pessoas que podem pagar para aparecer numa revista. Vem de certo modo romper com conceitos de Relações Públicas, onde gratuitamente se pode publicar artigos de opinião em jornais.

As publicações gratuitas (também um conceito inovador) como os jornais gratuitos baseiam o seu negócio na venda de publicidade como fonte de receita, esta fórmula elimina a necessidade de venda de jornais.

Vender o improvável, o que ninguém imaginaria

Classificados gratuitos sem contactos

Os sites de anúncios classificados proliferam pela internet, cada um com a sua estratégia de monetização. Várias são as formas de obter rendimentos na internet. Seja através de publicidade contextual, anúncios pagos, destaques de anúncios, envio de publicidade para o email e uma série de possibilidades já nossas conhecidas.

Há uns tempos atrás coloquei um anúncio de arrendamento num site (dito gratuito). Efectuei o registo no site e adicionei o anúncio, tudo procedimentos normais. O anúncio foi aprovado e recebi alguns contactos. E é aqui que se faz a diferença! Os contactos apenas diziam que havia interessados no anúncio e para poder contactar estes interessados (ter acesso à informação do interessado) teria de pagar uma jóia de mais de 6 euros.

Inverter o processo de venda ou camuflar a venda.

Venda de serviços através de caixas plásticas

O negócio da venda de experiências, que mais não são serviços embalados em caixa plástica, é um modelo de negócio do outro mundo do ponto de vista financeiro e não só. Veio materializar os serviços (bem intangível): permitir fazer a oferta de serviços, ou seja, qualquer pessoa pode oferecer um jantar em determinado restaurante ou um fim de semana ou outro tipo de experiência. Este negócio posicionou-se como venda de experiências.

O modelo assenta na venda do pacote, caixas normalmente quadradas, com  vales que permitem usufruir de benefícios ou serviços. As entidades onde estes vales são descontados fazem posteriormente a cobrança a quem vendeu a caixa.

Os rendimentos provêm de uma comissão que é cobrada ao comerciante e também pelas serviços que perdem a validade. Só este último ponto deverá gerar grande percentagem das receitas, já que o ganho é de quase 100% sobre o valor da venda. Temos ainda de observar um aspecto financeiro muito importante, pois vende-se antecipadamente, cobra-se antes da utilização do serviço. Este facto gera também um ganho financeiro.

Actualizações de ofertas

Um dos modelos de negócio mais engraçados que conheci há uns anos e que me fez pensar nas vertentes várias dos negócios, foi o caso da oferta de enciclopédias em inglês, onde se fazia a venda através de contrato para receber as actualizações da enciclopédia. É genial, faz-se uma oferta substâncial e depois vendem-se as actualizações. Este negócio nem sei se ainda continua a existir, mas decerto já inspirou muitas pessoas.

O artigo negócios baseados no grátis possui sementes deste técnica de venda.

Venda de distinções de confiança

A confiança é um valor, não transacionável, mas quando a confiança está associada a um selo (distinção gráfica) existe a possibilidade de cobrar pela utilização dessa insignia. O que é certo é que cada vez mais surgem iniciativas ou projectos que se fazem valer dos “selos” marcas distintivas para facturar. Por vezes o consumidor nem se apercebe do negócio que está por detrás, o verdadeiro negócio. O negócio é por vezes muito, muito simples, paga-se pela utilização de um logotipo, uma marca de confiança.

Não vou dar exemplos concretos (conheço no mínimo 3 situações), quem tiver interesse, basta aprofundar como se obtêm certa distinção ou o modelo de negócio que está a ser utilizado em determinadas campanhas. Cada vez mais, menos pessoas fazem coisas sem interesses económicos.

A confiança não se compra, conquista-se

Os negócios estão por todo o lado e cada vez mais se procuram formas invulgares de fazer negócios, criar novos conceitos de negócio vai além de criar novos produtos ou serviços, muitas vezes são novos conceitos de comercialização que são testados. Tudo para surpreender e realizar vendas. 

Comentários

  1. Eternamente inconformado diz:

    Referente á venda de distinções de confiança, é um negócio que existe á muitos anos e que gera milhares e milhares de euros paralelos, com subornos , corrupção no verdadeiro sentido da palavra, terrorismo á saúde pública, entre muitas outras palavras feias. Mas o que mais desilude é que os profissionais que proliferam nesses mundo consideram essa prática normal como se a sua irresponsabilidade tivesse dotada de um poder somente deles.

    Obrigado