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Comprar automóvel = cancro financeiro crónico

Se existe o pior negócio financeiro do mundo, ele pode ser a compra de automóvel. Seja novo ou usado. Tirando a parte da possibilidade de deslocação a qualquer hora, do prazer de condução que proporciona ou a satisfação de outras necessidades, nada é favorável à aquisição de viaturas ligeiras de passageiros.

Uma das principais causas de morte em Portugal advêm dos acidentes rodoviários.

As despesas que um automóvel tráz consigo são mais que muitas. O custo da sua utilização pode arruinar os orçamentos familiares ou retira-lhe a possibilidade de conseguir poupar e por conseguinte de investir. Entrando num ciclo vicioso que não faz crescer o património das famílias.

Impostos para os automóveis

Sobre os automóveis recai uma forte carga fiscal, a qual lesa fortemente os proprietários de veículos. Quando se compra um carro novo, paga-se logo boa quantidade de impostos: Imposto sobre veículos (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). Mas não fica por aqui. Para circular compra-se combustível onde está incluido o Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Imposto sobre o Valor Acrescentado. Existe ainda o IUC (Imposto Único de Circulação) para pagar todos os anos, apenas por ser proprietário do veículo.

Custos de utilização

Quando se circula em auto-estradas paga-se a portagem que inclui IVA. Quando se estaciona colocam-se moedas no parquímetro para não sermos multados.

Existem as multas de trânsito que podem penalizar qualquer deslize, mesmo que não provoque nenhum acidente. O pagamento do seguro de responsabilidade civil é obrigatório e uma segurança em caso de acidente. A inspecção periódica de veículos assegura que todos os automóveis estão em condições de circular nas estradas, seja em termos de segurança ou de poluição.

A manutenção de um automóvel é condição essencial para que este esteja sempre operacional e não surjam acidentes devido a problemas na sua operacionalidade.

Menos valia na venda

Para ajudar à festa, um automóvel ao sair do stand perde cerca de 20 a 25 % do seu valor. Quase sempre se perde dinheiro na venda de um automóvel. A margem de manobra existe para criar oportunidades de negócio, assim pode comprar-se e vender carros como hobbie ou negócio.

O conjunto destas parcelas já prefaz uma soma considerável, mas não fica por aqui pois para agravar a situação a maioria das pessoas ainda compra automóvel com recurso ao crédito. Ficando totalmente asfixiado com os custos de propriedade de um meio de transporte.

Conclusão

É fácil ver que financeiramente não é vantajoso possuir um automóvel. Os automóveis representam um custo superior ao de uma habitação. Resistir à tentação de possuir pode ser difícil, mas sabendo o que representa pode sempre influenciar na redução do número de viaturas do agregado familiar.

A mobilidade tem custos elevados!

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