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Mobilidade profissional: Nómada digital ou novo rural

Os trabalhadores independentes ou por conta própria possuem um estilo de vida singular. Muitas das vezes possuem mobilidade. Podem, se assim o entenderem, mudar-se para um local pouco populoso ou até mesmo passar a sua vida a viajar. Ora a mobilidade, quando desejada, é um importante factor de motivação e de satisfação pessoal.

Cada vez mais existem profissões que não requerem um posto de trabalho fixo. A internet é um facilitador da mobilidade, pode trabalhar-se em qualquer lugar. Muita da responsabilidade deste atributo advêm das novas tecnologias. Se bem que antigamente com telefone e fax também se poderia, nalguns  casos, adoptar o mesmo estilo de vida.

As ocupações profissionais ligadas à internet e aos computadores são por norma desprendidas de lugares físicos. Muitas são as profissões de dão acesso ao estilo de vida livre de horários e de lugares.

Por exemplo: um designer para exercer a sua profissão pouco mais necessita do que um computador. Pois com a internet, é-lhe permitido enviar os seus serviços na forma de produtos digitais para todo o mundo.

Um computador com acesso à internet abre muitas portas.

Não é necessário ser prestador de serviços para ter acesso à mobilidade profissional desejada.

Por exemplo uma pessoa que se dedica a realizar investimentos na bolsa, não necessita de mais nada. Pode realizar os seus investimentos em qualquer lugar.

Nem só as profissões ligadas à internet beneficiam da internet para poder deslocalizar o seu posto de trabalho. Um contabilista ou advogado não necessita propriamente de ter um escritório para receber clientes, necessita apenas dos clientes.

Na minha bagagem anda sempre um computador e uma internet móvel. Posso montar o “escritório” em qualquer lado.

Nómadas digitais

As profissões liberais podem dar origem à mobilidade por todo o mundo, por norma este estilo de vida está associado a empreendedores na internet. Muitos prestadores de serviços podem adoptar esta forma de estar na vida.

Viajar e trabalhar ao mesmo tempo é o sonho que está hoje ao alcance de todos os que o queiram. Especialmente os mais jovens, quando ainda não constituíram família ou não possuem filhos em idade escolar. Andar a viajar pelo mundo com filhos em idade escolar não faz muito sentido (para mim) 🙂

Uma atenção especial para o custo de vida dos países de destino. Utilizando países pouco desenvolvidos, onde o custo de vida é baixo. Não é necessário ganhar nenhuma fortuna para ter acesso a este tipo de vida. Tudo dependerá dos rendimentos e capacidade financeira de cada um.

Diria que até podia embarcar numa aventura destas por algum tempo. Por países e cidades que gostaria de visitar. Mas não será tão depressa que isso irá acontecer. Talvez daqui por 10 anos.

Novos rurais

Um novo rural é alguém que é da cidade (ou vive) que resolve mudar de estilo de vida e ir viver para zonas rurais. Normalmente aldeias ou localidades com populações de fraca densidade populacional, por exemplo vilas. Apesar de existirem vilas com alguma dimensão, também as há mais pequenas.

Também apelidados de novos povoadores. Pois combatem a desertificação do interior do país. Há-os de todo o tipo. Pessoas que abraçam projectos na agricultura ou levam os seus negócios consigo.

É uma tendência que na minha opinião será cada vez maior, pois as grandes cidades não são muito amigas dos seus habitantes. Trazem stress e agressividade. Basta olharmos para o trânsito. A minha disponibilidade mental para me deslocar dentro de Lisboa é cada vez menor, seja de carro ou mesmo moto (para não falar dos transportes públicos).

Qualidade de vida é muito superior fora das grandes cidades. Onde não é necessário gastar fortunas em habitação, onde não é preciso dar voltas e voltas para conseguir um estacionamento, onde os destinos estão à distância de 5 minutos! Sem parquímetros.

Muitas são as pessoas que tendo um emprego fixo adiam o regresso ou ida para o campo para a altura da reforma. Este movimento migratório existe há muito. Mas pode ser feito ainda na vida activa profissional. Caso a entidade empregadora tenha sucursais/delegações por outras latitudes. Por exemplo: as grandes empresas e o Estado.

Ter uma horta pode ser uma excelente ideia. Cultivar para comer é por sinal bem saudável. Investir na agricultura também o é. Sem nunca esquecer que também é o sector mais importante da economia.

Escolher uma vila ou uma aldeia

Viver numa aldeia é algo que nem todos ambicionam, a falta de serviços pode ser uma grande desvantagem. Um supermercado ou um restaurante podem fazer falta por perto. Só querendo ser ermita se pode escolher um local muito isolado. Nas imediações das vilas podemos encontrar muito sossego e ter tudo por perto. Também existem aldeias perto das vilas e cidades.

Se bem que hoje temos vias de comunicação que facilitam a movimentação dentro do país. De Castelo Branco a Lisboa são cerca de 200 kms e demora-se cerca de 2 horas. Dentro de uma grande metrópole por vezes demora-se 1 hora para chegar a casa.

Eu, prefiro o campo

Pessoalmente sou quase meio rural, pois com o meu projecto agrícola, tenho passado bastante tempo no campo. Mas espero passar esse tempo com mais qualidade. Assim que acabarem as obras na quinta. Estar no campo a trabalhar na internet pode ser giro.

Deixo aqui uma pequena dica. Para tratar assuntos relacionados com a Segurança Social em Castelo Branco demoro 5 ou 10 minutos. Em Lisboa é 1 dia completo, se conseguir senha! Noutros tempos cheguei a ir a Setúbal.

Ganhamos muito em viver nas calmas