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A minha primeira ideia de negócio

A primeira ideia de negócio nunca se esquece, especialmente se foi logo concretizada ou esteve a eminência de ser materializada. Não são só as primeiras ideias de negócio que  se fixam na mente. Mas a ideia de construir algo de sucesso, e que nos traga reconhecimento, ocupa um vasto número de pensamentos.

Assim provavelmente acumulam-se histórias, das ideias que foram colocadas em prática, das que resultaram, das que fracassaram e daquelas que estiveram quase a ser implementadas. É o conjunto de experiências que forma a pessoa. Somos consequentemente resultado das experiências que vivemos (acho que já ouvi isto num lado qualquer).

As ideias que não foram ou não são desenvolvidas como negócios possuem uma certa magia, pois ficaremos sempre na dúvida se teriam resultado num grande sucesso. Aqui não há espaço para o fracasso, pois as pessoas sonham com o sucesso e não com o fracasso. Tal como quem joga nos jogos de azar, a grande maioria apenas visualiza o prémio que pode ganhar e não o dinheiro que perde ao jogar. Assim uma ideia não colocada em prática arrasta consigo a questão: teria sido o princípio de um grande negócio? Esta incerteza faz perpetuar a ideia.

Porque se quer criar um negócio próprio?

Na minha opinião, mais do que ser milionário, é ser criador do meu próprio destino. A ideia de conseguir atingir uma patamar de património e riqueza, que me permita não me preocupar com o dinheiro fazem parte do sonho. As razões para criar uma empresa podem ser de vários níveis, mas considero que a satisfação pessoal de fazer o que se gosta é um grande impulsionador.

A minha primeira ideia de negócio

Muito longe dos ambientes de tecnologia e internet, a minha primeira ideia de negócio foi criar um negócio de prestação de serviços de tratamento de solos e terras com recurso a um tractor. Isto foi há 20 anos!

Lavrar e escarificar terrenos, numa linguagem mais simples

A ideia era e continua a ser bastante simples: comprar um tractor e alfaias agrícolas com recurso a apoios do Ministério da Agricultura. Isto através de um programa de apoio à criação de negócios agrícolas em zonas rurais (Jovens Agricultores), e depois prestar serviços nas aldeias próximas da minha aldeia preferida. A ideia não se materializou na totalidade se bem que, tenha ganho algum dinheiro com a prestação destes tipo de serviços.

O que falhou: Não consegui candidatar-me às ajudas, ficando pela leitura de diversas publicações e legislação que não me ajudaram em nada. Também o facto de ser muito jovem não ajudou visto não ter sido suficientemente persistente. Como não tinha capital para investir acabei mesmo por ficar por aí. Poderia ter recorrido a um crédito, mas nem sequer considerei essa hipótese.

Mas na verdade, apesar de não ter exercido essa prestação de serviços de forma profissional, desenvolvi a actividade com recurso ao tractor do meus avôs. E posso dizer que com este tipo de serviços, na minha juventude, ganhei algum dinheiro aos fins-de-semana e períodos de férias, até entrar (18 anos) no mercado de trabalho (convencional) com contrato assinado.

A viabilidade do negócio

Caso exista trabalho, é uma actividade rentável, pois os tractores tem geralmente um grande durabilidade e os custos de manutenção são baixos (consideração pessoal). Assim a parte complicada será encontrar clientes, se bem que nas aldeias cada vez mais desertificadas e envelhecidas vão aparecendo alguns serviços.  No entanto tornar a actividade sustentável essa é outra questão.

Hoje não me arrependo que ter desistido de me lançar por conta própria nessa altura pois tive oportunidade para fazer outras coisas.

Aspecto positivo

Apesar da ideia não ter seguido em frente nunca abandonou o meu pensamento, não que a queira recuperar! Porque adoro todos os trabalhos que envolvam maquinaria. Conduzo tractores deste tenra idade e ainda hoje gosto imenso de trabalhar com eles. Eu diria que  a minha primeira ideia focou-se numa actividade que gosto e nem poderia ser de outra forma. Criar negócios com base nos nossos gostos pessoais.

Falo muitas vezes desta ideia de negócio pois possui um risco pequeno e o investimento não é muito elevado. Com cerca de 25.000€ pode comprar-se um tractor (45 cv) novo e respectivas alfaias. Se se optar por adquirir um tractor usado fica ainda mais leve o investimento.

Tendo em conta que o valor hora, pode variar entre os 20€  e os 50€ (dependendo da concorrência) poder-se-á dizer que se pode ganhar razoavelmente, assim se  consiga encontrar clientes e se tenha vontade de trabalhar.

Uma ideia que ficou na gaveta

Apesar de não ter avançado na altura, esta ideia está ainda na gaveta, pois é uma actividade que gosto. Contudo com uma variante importante: talvez  já não pretenda prestar serviços a outros, trabalhar nos meus terrenos, só falta mesmo adquirir os meus próprios terrenos.