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A solução para Portugal sair definitivamente da crise

Muitas pessoas opinam sobre as prováveis soluções para a saída da crise. Pensei também em expôr as minhas ideias que poderiam levar ao crescimento económico, sair da crise e da austeridade. A ideia principal é tornar Portugal num país com crescimento sustentável para o futuro, onde todos podem viver melhor e com mais qualidade de vida.

A solução para Portugal na minha visão existe e passa por:

A solução é criar empresas

As empresas criam postos de trabalho, menores custos sociais para o Estado, mais impostos arrecadados o que se traduz teoricamente numa menor carga fiscal sobre o contribuinte. O emprego cria riqueza para as famílias e assim podem enveredar pelo caminho da poupança. Existindo mais procura por colaboradores, os salários sobem, leis da economia e do mercado. Entrar neste ciclo virtuoso de criação de riqueza é o caminho que produz melhores resultados e permite entrar num ciclo de crescimento.

No entanto não é a criação de qualquer tipo de negócio ou empresa pois existem muitos negócios que não acrescentam valor ao país nem aos empreendedores ou empresários em particular. Apesar de estar ciente de que todas as áreas de negócio são necessárias, neste aspecto particular,  são necessários novos conceitos de negócio, áreas de negócio viradas para o mercado. Utilizar o design para potenciar o sucesso dos produtos, gestão dos recursos de forma mais racional e aplicar conceitos de Marketing de forma a potenciar as produções e os serviços prestados.

As áreas de criação de empresas e negócios que gostava de ver desenvolvidas

Sector primário

A agricultura e as pescas necessitam de forte investimento e apoio para poderem ser competitivos, a mecanização da agricultura, bem como formação a agricultores por forma a potenciarem as suas culturas. Um programa que pode ser útil é o: Jovens Agricultores, mas tudo com o devido acompanhamento e orientação. Muitas vezes dão-se apoios e falha-se no essencial ou seja no aconselhamento e mentoring dos empreendedores. Não interessa muito dar o peixe, interessa sim, ensinar a pescar.

Pescas

No sector das pescas disponibilizar meios para que se rejuvenesça, o sector com investimento em embarcações e os meios para o desenvolvimento da atividade. A criação de cooperativas de pescadores de forma a potenciar sinergias e a abertura de novos mercados. O nosso peixe é considerado pelos grandes Chefs, como o melhor do mundo e já se exportam algumas quantidades. Tornar o sector um mecanismo de fomentação de riqueza não é difícil.

Indústria

Produzir é obrigatório. Basta olhar para os países que são sustentáveis, China ou Alemanha, têm uma forte componente de produção. É a partir das empresas industriais que se consegue exportar. Antes de exportar o que quer que seja tem de se produzir. A ideia não pode passar por produzir produtos de gama baixa pois aí existe concorrência dos orientais, e nesse mercado não queremos competir, temos de ser diferentes, ser melhores.

Tem de se produzir bons produtos, produtos que as pessoas querem consumir ou possuir, dentro e fora do território português. Basta copiar o que o sector do calçado tem estado a fazer e aplicar esses ensinamentos a outros sectores. Conseguimos fazer do melhor que existe no mundo, basta focarmo-nos nisso. Nunca podemos esquecer que existe sempre espaço para o que é bom pois as pessoas querem o que é bom.

Novas tecnologias

Se olharmos para os novos milionários da lista dos mais ricos do mundo, podemos constatar que figuram aí jovens que alcançaram a sua fortuna através das novas tecnologias e mais concretamente através da internet. Esta será provavelmente uma das áreas que mais irá crescer pois as possibilidades são inúmeras, falta saber o que falta inventar. Com um pouco de sorte será um português a inventar o próximo grande sucesso da internet.

A criação de estruturas de suporte a empresas desta matriz parece simples e até económica pois o principal activo são mesmo as pessoas. Criar ambientes propícios à criatividade agregando vários tipos de conhecimento. Criativos, designers, programadores, marketeers, gestores são necessários e fundamentais para que a nova onda de boas coisas seja uma realidade num futuro próximo. Para tal basta haver vontade para iniciar grandes projectos neste sector.

Incentivos e apoiar a criação de empresas

Assim  para dar seguimento a estas ideias será necessário força de vontade das pessoas e um ambiente favorável, que pode passar por ajudas e incentivos ao empreendedorismo na forma financeira ou através de fornecimento do meios ou condições para a sua execução. Por exemplo o mentoring de empreendedores por outros empreendedores de sucesso ou a promoção de reuniões entre investidores e empreendedores são algumas das possibilidades. Assim como encontrar ideias de negócio inovadoras e dar-lhes uma hipótese, muito pode ser feito para criar uma onda de criação de empresas e novos negócios.

Obviamente, que são necessários fundos, ou seja dinheiro para investir nestas ideias, e até é fácil encontrar fontes de financiamento. As sociedades de capital de risco possuem imensos fundos para investir em projectos inovadores e rentáveis, tal como o Estado também pode dar um contributo, com verbas provenientes da poupança de custos com apoios sociais, nomeadamente subsídios de desemprego e com os impostos conseguidos através da contratação dos novos postos de trabalho.

Na minha opinião, é preferível apoiar 1000 pequenas empresas do que 2 grandes empresas, é que das 1000 pequenas empresas, algumas irão sobreviver aos primeiros anos e prosperar. Com um pouco de sorte ou boas ideias ainda se podem encontrar negócios de sucesso que podem até internacionalizar-se. Em contra ponto investir e apoiar os grandes empreendimentos, pode ser um fracasso tremendo, quem não se lembra dos casos: Opel Azambuja ou da Quimonda de Vila do Conde. Muitos milhões desperdiçados.

Criar e apoiar pequenas empresas é vital para todos

Comentários

  1. Antonio Pedro diz:

    Completamente de acordo.

  2. Paulo diz:

    Seria muito bom!
    Mas depois de varios anos a acabar com as pescas a darem dinheiro para não produzir mais leite e laranja, depois de tudo agora vai ser dificil. Ainda mais que agora subiram o IVA para os restaurantes,
    mas uma quantidade de desempregados e falencias.
    Sou empresario e neste momento estou fora do pais e dificilmente penso em voltar.
    abraços e boa sorte.

  3. Jaime Vera diz:

    Boa noite

    Estou com interesse em iniciar-me na agicultura pelo processo de hidroponia, tenho pesquizado muito nese sentido, adquiri alguns conhecimentos da área, mas não consigo encontrar em Portugal onde se ministre este curso. Se tiver conhecimento onde se possa tirar este curso agradecia. Com os mais respeitosos cumprimentos

    • joao pereira diz:

      vai ao site da embrapa basileira são os mais especializados em agricultura apesar de haver muita coisa sem interesse.
      pois e bom haver pessoas interessadas na agricultura pois é preciso ter muito gosto pelo campo porque os lucro nem sempre aparecem o trabalho é muito duro.

    • Ângelo diz:

      Boa noite,

      Sr. Jaime Vera, perante o seu comentário, neste momento ja existem algumas entidades privadas a fazê-lo, basta uma pesquisa na net e encontrará.
      Por outro lado o que me fez responder tem a ver com avançar com Agricultura Hidroponica em Moçambique. Passa por ai o meu próximo projeto nesse País, contudo já toda a base de estudo do projeto e estou a tentar avnçar para uma tentativa de canditar a fundos para o investimento naquele País que os há. Com isto não descarto a possibilidade de encontrar um ou mais sócios para avançar neste projeto. Se a sua ideia também passa pelo investimento fora do País ou conhece alguem contata-me via mail (angelo.investe@gmail.com).
      De referir que a Agricultura Hidroponica passara a ser a agricultura do futuro com menos manuntenção da habitual, uma percentagem muito minima de consumo de agua em relação a actual e em Moçambique tem tudo para funcionar devido á falta de vegetais em boas condições de consumo.

      Obrigado

      • Fernanda Freitas diz:

        Boa Tarde Angelo.

        Relativamente ao investimento em Hidroponia em Moçambique, perece-me interessante.
        No entanto, não sou da área mas pode haver uma possibiidade de aderir a esse projecto.
        Contacte-me para falarmos sobre o assunto.
        Melhores cumprimentos

        Fenanda Freitas

  4. josegomes diz:

    Tenho uma empresa e precisava de um investidor, pois estou com algumas dificuldades, gostaria de saber se alguem pode ajudar neste sentido.

  5. Miguel Pires diz:

    Em relação à evolução do crescimento económico e do emprego, penso que Portugal só tem dois caminhos: ou atrai investimento ou sai da zona euro! Embora o BCE tenha estado a travar o agudizar da crise das dívidas soberanas, se esta trajectória continuar, não vai haver BCE que impeça da desagregação da zona euro. Para atrair investimento, o país tem que combater em 5 frentes: na justiça, que tem que resolver os processos em meses e não em anos, na burocracia, que no nosso caso mata muito do potencial investimento logo à nascença, na fiscalidade, que tem de ser mais amiga de quem investe, na lei laboral que tem que ser estável, defender quem trabalha, claro está, mas também quem investe, o que não acontece atualmente, e por fim, nos custos de contexto, onde a politica energética tem um papel central. Só com investimento produtivo que aumente as exportações e, consequentemente, o poder de compra e o consumo interno, permitindo assim o equilíbrio da balança comercial, essencial para uma economia com “músculo” e não com “gordura”, Portugal pode inverter a trajectória negativa em que se encontra. Medidas demagógicas e populistas como as apresentadas pelo PS (aumento do salário mínimo e das pensões) embora possam ter algum aparente efeito positivo no crescimento e no emprego a curto prazo, a médio prazo apenas contribuem para um novo desequilíbrio da balança de pagamentos, mais dívida e mais futuro hipotecado!

  6. Paula diz:

    Bom dia.
    Também somos empresários na área dos mármores mas estamos numa fase em que não existem perspectivas para uma melhoria do ramo. Pensamos já em nos instalarmos em África mas sem conhecimentos não é fácil. Se alguém tem algumas dicas ou está interessado em investir na área aceitamos várias propostas. marmribeiro@clix.pt