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Respeito pela concorrência é essencial

concorrênciaOs mercados são normalmente abertos, por isso é normal que exista concorrência. Competimos com os nossos concorrentes por algo, normalmente por quota de mercado. A competição não inviabiliza a educação e o saber estar, há que saber estar e competir de forma ética. Existem muitas vantagens em possuir relações amigáveis com os nossos concorrentes, existem até formas de ganhar dinheiro com a nossa concorrência.

A concorrência é um elemento externo que muito influência todo o mercado, e consequentemente influência quem compete no mercado. Na análise do mercado, seja através das forças de Porter ou através da análise SWOT a concorrência ou os concorrentes são tidos em conta na estratégia da empresa. Poucos são os sectores onde não existe concorrência, monopólios, pois regra geral existe concorrência. E se se actua no mesmo mercado será evidente que o público alvo seja sensivelmente o mesmo, o que só por si acarreta responsabilidade.

Por vezes vemos gestores de grandes empresas nos meios de comunicação social e podemos facilmente reparar que não abordam os concorrentes de forma depreciativa, escusam-se a comentar, ou em raras excepções até podem engrandecer os feitos da concorrência. Não existe banqueiro que se pronuncie de forma negativa sobre um concorrente, já no pequeno comércio ….

Um técnica muito utilizada e recomendada é não pronunciar o nome da concorrência, não falar dos concorrentes, o que até faz sentido, de modo a não fazer publicidade. Mais do que isso, pode ser exagero.

A formação de alianças e parcerias com a concorrência de modo a explorar outros mercados ou simplesmente reduzir o risco e o nível de investimento na internacionalização pode ser um aspecto importante no sucesso na gestão das empresas.

Aprende-se com a concorrência

O benchmarking é uma técnica que visa detectar e colocar em pratica na nossa organização as melhores praticas da concorrência, apesar de também se poder fazer este estudo em sectores de actividade distintos, olhar para a concorrência directa é obrigatório. Estar no mercado implica quase obrigatoriamente estar com atenção ao que a concorrência directa está a fazer, de modo a não ficar para trás. Nem sempre são as empresas inovadoras que conseguem mais rendibilidade. Veja-se por exemplo a KODAK, possuidora de inúmeras patentes, nome de prestígio e mesmo assim faliu.

Regulação da Concorrência

A Autoridade que supervisiona o comércio, não gosta de “grandes amizades” entre empresas concorrentes, pois a concertação de preços é uma forma de aumentar resultados que em nada favorece o consumir ou os clientes. Só por aqui se vê que estas empresas concorrentes funcionando em sintonia podem gerar maior retornos, através do preço, face à competição desenfreada no mercado.

Muitas empresas acabam por morrer por praticarem preços baixos, muitas empresas quanto mais vendem mais prejuízos acumulam, pois sem uma actividade rentável não conseguem sobreviver, a chamada sustentabilidade do negócio. Assim, mesmo a competição deve ser moderada, pelo menos no que diz respeito aos preços. Tentar “matar” a concorrência através do preço, pode dar mau resultado. A Parmalat tentou, através de dumping (vender abaixo do preço de custo), deu-se mal, acabou por falir.

Expansão do mercado

A publicidade da concorrência ajuda todo o mercado, assim as empresas concorrentes conseguem expandir o mercado e todas as empresas ganham.

Se o consumo anual de snacks for de 6 kilos por cada 1000 pessoas por cada ano, se houver muitas empresas a publicitar e vender diferentes tipos de snacks o consumo pode subir para 8 kilos /pessoa/por ano. Nestas condições todas as empresas que disputam este mercado podem subir as suas vendas e os seus lucros. Todos ganham.

Mais formas de ganhar com a concorrência

Quando se está no mercado, estamos ligados directamente à concorrência, ela faz parte do meio envolvente que condiciona as organizações, tanto de forma positiva como negativa.

Exemplo: uma empresa que possui várias lojas de compra e venda de ouro, faz uma campanha televisiva que cobre todo o território nacional sobre a oportunidade de converter ouro em dinheiro, contudo não possui lojas em todos os concelhos. Esta empresa fez despertar a necessidade ou motiva as pessoas para a venda de ouro, estas dirigem-se a uma loja de compra e venda de ouro que existe no seu concelho e esta poderá não ser a mesma que anunciou na TV (uma empresa concorrente). Este é um caso típico de como podemos usufruir dos investimentos da concorrência.

A influência circula nos 2 sentidos, pois se uma empresa num mercado faz uma burla ou algo de negativo, todas as empresas nesses mercado podem sofrem. Veja-se por exemplo a desconfiança face aos bancos em Portugal, tem provavelmente origem no caso BPN.

Perspectiva do trabalhador

Do ponto de vista de um trabalhador de determinada empresa, não é de bom tom, denegrir a imagem das empresas concorrentes, pois nunca se sabe se um dia a representará. É comum pessoas transitarem de empresa para empresa no mesmo sector de actividade, a famosa mobilidade profissional. Diria que até é bom que exista concorrência forte, de forma a estimular as empresas a implementar medidas de retenção de pessoal, por exemplo através de benefícios e prémios.

Perspectiva do proprietário, sócio ou acionista

Uma das formas de ganhar dinheiro é vender uma empresa, os naturais e potenciais interessados são empresas concorrentes, pois ao adquirirem empresas concorrentes ganham mercado e escala. Quem vende fica com o valor da venda, o que pode ser muito apetecível. Assim cultivar boas relações com as administrações e proprietários de empresas que permitam OPAs amigáveis. Não esquecer que funciona nos 2 sentidos, tanto podemos ser adquiridos como adquirir. Para não falar em potenciais fusões de modo a dotar escala, redução de custos e outras sinergias que normalmente acontecem nestas operações.

A concorrência pode ser positiva

Para terminar, não há nada melhor do que cultivar amizades e manter relações saudáveis, seja no âmbito pessoal ou profissional.

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