Preciso de dinheiro para o meu negócio

Calma, não vou pedir dinheiro a ninguém! Este artigo pretende ser uma reflexão e expor algumas ideias sobre a captação de capital para concretizar um negócio. Geralmente os temas que abordo estão relacionados com os desafios que enfrento e, neste momento, ando em busca de fundos para alavancar a minha ideia de negócio, que está em desenvolvimento.

A recomendação para quem precisa de dinheiro para montar um negócio e não quer endividar-se ao nível pessoal, será elaborar um plano de negócios, pois é quase certo que ninguém colocará 1€ num negócio que não está fundamentado.

Para introduzir o tema da captação de capital, importa recordar que já aqui foi abordado nas diversas formas de obter financiamento. Também aqui já se analisaram as diferenças entre as várias formas de financiamento para uma empresa.

Um pormenor muito importante a considerar será sempre o investimento necessário, bem como a actividade comercial em si. Pois é completamente diferente, montar uma fábrica ou montar um quiosque de gomas; necessitar de 10.000€ ou 100.000€ ou até mesmo 1.000.000€. Existem condicionalismos dependendo dos factores envolvidos, e isso terá sempre de ser tomado em conta.

Entendo que a iniciação no mundo empresarial deverá começar por um pequeno negócio, ao qual se poderá sobreviver (financeiramente) caso o mesmo seja um fracasso.  As hipóteses equacionadas visam montantes “pequenos” de capital. Os grandes negócios necessitam dum grande investimento monetário o que por si só leva a outro tipo de considerações. Antes de hipotecar a habitação deverá saber-se muito bem o que se está a fazer.

Partilhar o negócio

A forma mais fácil de “arranjar” dinheiro é partilhar a ideia de negócio, muitas são as soluções: amigos, familiares, investidores particulares ou capital de risco. A ideia é partilhar o risco e o investimento, o que pode ser bem pensado. Também se terá de dividir os lucros, nada mais justo. Nem sempre é fácil partilhar um negócio, até porque primeiro tem de se “vender” a ideia de negócio e de como este será viável. Ninguém quer investir em negócios desastrosos. Existem outros aspectos quando se envereda por esta solução, este artigo foca alguns aspectos.

Apoios e incentivos ao investimento

Talvez um dos primeiros passos seja procurar apoios e incentivos ao investimento, através de ajudas ao empreendedorismo e ao investimento. Existem várias programas do Estado que poderão ser utilizados, dependendo do enquadramento do empreendedor (promotor do negócio) e do negócio em causa.

Alguns programas de apoio ao empreendedorismo

O processo de candidatura a fundos de apoio pode acarretar algum trabalho, nem sempre é fácil consegui-los. Entidades ou pessoas com dívidas à Segurança Social ou às Finanças, estão por norma afastados destes apoios. Um outro aspecto importante é a idade e a escolaridade  muitos dos incentivos possuem a barreira etária dos 34 anos como limite superior 🙁

Endividamento

O financiamento através de crédito é uma opção que deverá ser ponderada até porque é uma das formas de manter o controlo da empresa. Aqui temos de considerar 2 aspectos, o endividamento pessoal para iniciar o negócio e o endividamento através da empresa.

A dificuldade do acesso ao financiamento são as garantias, que por vezes têm de ser pessoais. Recorrer a uma linha de crédito onde existe uma garantia do Estado pode ser o mecanismo onde os juros podem sair mais em conta. O financiamento através de sociedades de garantia, o valores têm de ser repostos em caso de incumprimento.

Uma forma simples para se saber se interessa alavancar o negócio com recurso a capitais alheiros (financiamento) será comparar a taxa de rentabilidade do negócio com a taxa de juro. Se um negócio tem uma taxa de retorno de 10%, e a taxa de juro do financiamento é de 10%, os rendimentos servem apenas para pagar juros!

Pedir emprestado a familiares

O crédito através de familiares ou amigos não deixará de ser equacionado e está cada vez mais na ordem do dia, no passado era uma solução e poderá voltar a sê-lo no futuro. Havendo alguém com capacidade financeira no circulo (familiares ou amigos) poderá facilitar as coisas. Também terá de se considerar as vantagens e as desvantagens. Para que o processo corra da melhor forma, será sempre bom devolver o dinheiro com alguns juros!

Utilizar poupanças

Nada melhor que utilizar as poupanças para investir em nós próprios ou nas nossas ideias. Infelizmente esta solução só pode ser considerada para quem possui poupanças. Poupar é fundamental para poder investir. Teoricamente até é fácil poupar, basta gastar menos do que se ganha. O pior é que por vezes se ajusta o consumo aos rendimentos não havendo acumulação de dinheiro.

O maior problema é que nem sempre existem poupanças acumuladas ou suficientes para lançar um negócio.

Vender o que pode ser vendido

A opção que mais me agrada é vender o que pode ser vendido, automóveis, motos, equipamentos, etc. Bens que foram adquiridos no passado e que podemos prescindir em prol de um fim ou objectivo ambicionado.

Angariar capital por vezes até é fácil, a questão fundamental é se a forma como este é obtido satisfaz as pretensões de quem precisa de dinheiro, uma questão é pagar juros de 10%, outra é pagar juros de 20%.

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