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Poupar sim, mas com bom senso

imagem de poupar dinheiroA poupança é cada vez mais incentivada, existem dicas para todos os gostos e estilos de vida. Este artigo é uma abordagem mais pessoal ao que realmente sinto em relação às poupanças. Por vezes inventa-se demasiado, parece que é um concurso para ver quem é que consegue gastar menos. Se por um lado até pode ser positivo, pelo outro pode ser pouco equilibrado. Já foram enunciadas várias razões por que se deve poupar.

Poupe aqui, poupe ali, compre marcas brancas, não compre isto, não compre aquilo. Às vezes até dá para rir com algumas ideias de poupança. Por 1 cêntimo de poupança, as afirmações que se fazem. Levar as coisas ao extremo pode não ser saudável, pelo menos psicologicamente.

Poupar na minha opinião deve ser considerado como um forma de consumir de forma consciente, seja nas compras seja no consumo. Tudo o que é levado ao extremo pode não ser bom.

Ser poupado é diferente de ser forreta.

O ideal da poupança

Para mim faz sentido poupar mas não condicionar. Sou eu que escolho os produtos ou serviços que compro. O preço é só uma característica dos mesmos. Optar sempre pelo mais barato não é a visão das poupanças que se pretende. A comparação de preços para o mesmo produto ou serviços idênticos é que faz sentido.

Algumas das ideias que gosto para poupar:

Quando não se deve poupar

Quando a poupança exige sacrifícios, estes devem ser ponderados. Por exemplo: tomar o pequeno almoço fora, pode significar uma poupança substancial. Mas se tomar o pequeno almoço em casa é algo que retira felicidade ou produz um sentimento que pode influênciar a produtividade num dia desgastante de trabalho não deve abdicar deste pequeno prazer. Neste caso poupar será procurar um local onde o pequeno almoço lhe fica mais barato. Poupar não tem que necessariamente significar corte. Poupar é procurar o que é economicamente mais favorável.

Se a poupança não interferir com a qualidade de vida é bom.

Eu não consigo compreender as pessoas

Existem situações que eu não consigo compreender como seja o caso de pessoas que quando estão na qualidade de vendedores até vendem produtos com qualidade e com preços ajustados a essa qualidade mas na qualidade de compradores optam por produtos sem grande qualidade mas mais baratos. Fará algum sentido defender uma coisa e depois fazer outra? Por exemplo: se perguntasse a 100 portugueses se comprariam produtos portugueses, a percentagem das respostas positivas seria (ou é) elevada, depois quando vão fazer compras, querem lá saber se é português, o que interessa é se é barato 🙁

2 situações caricatas

A minha mente não consegue perceber como é que uma pessoa compra produtos de marca branca para consumo próprio e ao mesmo tempo adquire produtos de marcas reputadas para os seus animais de estimação. Sim, eu já presenciei este acontecimento mais do que uma vez. Haja tino e bom senso.

Numa conversa que tive, também fiquei um pouco escandalizado com certos pontos de vista. Estava eu a defender um arroz (Cigala), quando me disseram que o arroz é todo igual, nisso eu não posso opinar muito, contudo se pensarmos que essa pessoa pode facilmente pagar 10 a 20 Euros por uma garrafa de vinho, devido a uns cêntimos não compra um arroz na expectativa que seja um pouco melhor. Quer dizer paga-se uma fortuna por uma garrafa de vinho, mas depois poupa-se nos alimentos. Parece-me um pouco desconcertante.

Existem dicas de poupança que são criativas e que podem ser utilizadas, mas entrar na onda da poupança extrema não é bom para as pessoas, se bem que a carteira possa agradecer. Ser mais regrado nos gastos e fazer um gestão eficiente das finanças pessoais sem cair no “forretismo” é uma das melhores opções.

Até a poupança deve ser um acto de equilíbrio. Bom senso nas Poupanças.

Comentários

  1. Sérgio diz:

    “Numa conversa que tive, também fiquei um pouco escandalizado com certos pontos de vista. Estava eu a defender um arroz (Cigala), quando me disseram que o arroz é todo igual, nisso eu não posso opiniar muito, contudo se pensarmos que essa pessoa pode facilmente pagar 10 a 20 Euros por uma garrafa de vinho, devido a uns cêntimos não compra um arroz na expectativa que seja um pouco melhor. Quer dizer paga-se uma fortuna por uma garrafa de vinho, mas depois poupa-se nos alimentos. Parece-me um pouco desconcertante.”

    Bom dia,
    Não considero nada desconcertante, parece-me que está plenamente de acordo com o que escreve antes acerca dos pequenos prazeres e da produtividade. No meu caso, até posso comer qualquer arroz, desde que bem temperado não noto nada, já no vinho é diferente, deve ser minimamente decente. São prioridades. De qualquer forma compreendo a sua posição, a poupança no arroz são alguns cêntimos, no caso do vinho podem ser algumas dezenas de euros. Mas lá está, são prioridades…

    • Nuno diz:

      Olá Sergio

      É o meu ponto de vista, mas quem diz arroz, diz outros alimentos.

      Eu prefiro consumir menos, mas consumir com qualidade ou na expectativa de maior qualidade.

      Raramente compro produtos de marca branca, por 2 razões:
      a) Origem dos produtos desconhecida ( podem ser fabricados em Portugal, ou onde for mais barato)
      b) Destruição do tecido empresarial português (se compramos apenas o que é mais barato) existem empresas e os seus postos de trabalho que ficam em causa.

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