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Poupar apenas por mudar de área de residência

Uma das lógicas mais utilizadas pelos portugueses na procura de emprego é precisamente ir para as grandes cidades, pois é aí que se concentra grande parte das actividades comerciais do país. Assim o litoral é onde se concentra a maior parte da população portuguesa. Este facto levou a que a desertificação se tenha acentuado no interior, e é um Albicastrense em Lisboa a falar!

As razões que me levaram a fixar na capital estão de longe relacionadas com a empregabilidade (pelo menos a minha), se dissesse que gosto de viver em Lisboa não estava a ser verdadeiro. Castelo Branco é uma cidade onde se pode viver com uma qualidade de vida que nunca poderia ter em Lisboa. Nas deslocações por exemplo não se perde tempo. Atenção que por acaso até tenho a sorte de viver numa zona central (Benfica), local perto de tudo, contudo existe dificuldade em qualquer movimentação, percorrer 1 KM sem parar só à noite!

O custo de vida numa cidade mais pequena ou até numa vila do interior do país é muitas vezes inferior, o que proporciona menores gastos com as necessidades essenciais, alimentação, habitação e transportes e gera poupança que origina investimento.

Poupar no custo com habitação

Se um apartamento de 4 assoalhadas novo em Benfica ronda os 300.000 Euros em Castelo Branco um imóvel similar custa menos de metade, pouco mais de 100.000 Euros. Os custos relacionadas como quotas de condomínio também são manifestamente inferiores. A contratação de serviços relacionados com a reparação e manutenção da habitação também são menores. Viver no interior parece que estamos noutro país tais são as diferenças que podemos encontrar.

Os novos povoadores

Esta iniciativa é de louvar, pessoas que têm a coragem de deixar as grandes cidades para ir residir para aldeias e vilas do centro do país. São por norma empreendedores que estão envolvidos neste movimento de repovoação do interior. Focam-se essencialmente nas pequenas localidades como as aldeias.

Pode visitar o site do projecto Novos Povoadores aqui

Um aspecto que condiciona e também motiva este movimento é o facto de serem muitas vezes empresários, assim levam as suas actividades consigo. Existem imensas profissões onde é possível realizar esta mudança, consultores, advogados, designers, escritores, freelancers, marketeers, contabilistas, etc. Permitem actuar a partir de qualquer ponto, basta ter um ponto de comunicação, como telefone,  ligação à internet e pouco mais.

Principais vantagens

  • Custo de vida mais baixo
  • Custo de habitação mais baixo
  • Custo com a educação inferior
  • Contacto da natureza
  • Maior qualidade de vida
  • Mais tempo
  • Aumento da capacidade de poupança

Algumas desvantagens

  • Afastamento da rede de amigos e social
  • Menor possibilidade de emprego
  • Isolamento caso não se consiga integrar na comunidade
  • Menor oferta cultural
  • Deslocações frequentes para ter acesso a diversificação

Esta é uma das ideias que considero das mais espectaculares mas claro que poderei estar a ser um pouco tendencioso!

Em Portugal, 42% da população vive em 5% do território 🙁

Pessoalmente estou um pouco cansado de Lisboa, em Castelo Branco a qualidade de vida é maior, não há stress, filas de trânsito nem a correria da grande metrópole. Vamos repovoar o interior de Portugal 🙂

Comentários

  1. Maria diz:

    Aterrei aqui e por isso aqui fica o meu comentário:
    Há dois meses deixei a minha casa na periferia de Lisboa, um andar de moradia, onde não pagava renda nem prestação bancária, para me instalar de armas e bagagens numa aldeia do concelho de Mafra.
    Mais valias? Para além da qualidade de vida (não sou um animal do betão), do ar puro, do no stress, da ausencia de transito (o máximo que apanhei foi um engarrafamento de cinco carros num sinal de STOP à hora de ponta da saida dos putos da escola), o poder pagar a renda de uma casa que na capital me custaria o triplo (no minimo), o colegio à borla, transporte casa-escola pago pela camara, oficinas que cobram 3,00 (sim, leram bem) três euros por mudar uma correia da ventoinha, judo a 20,00 euros por mes (duas horas por semana, quase tres), se forem dois familiares pagam 35 euros curso de pintura (3 horas, 2 x semana) por 15 euros mensais, poder colher as próprias ervas aromáticas e deixar de pagar 1,20 no supermercado por um molho de coentros, infantario a partir dos tres anos à borliu. Preciso de dizer mais alguma coisa?

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Maria

      Saúdo a sua decisão. O interior é o máximo

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