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Ofertas Públicas de Aquisição. Tipos de OPAs.

Uma OPA ou Oferta Pública de Aquisição ou Compra é um acontecimento que satisfaz a maioria dos investidores, pois esta operação acarreta consigo visibilidade às empresas para além de fazer subir o valor da cotação dos títulos das empresas que são alvo deste tipo de operações.

O que é uma Oferta Pública de Aquisição

Uma OPA é um oferta pública é uma proposta de negócio onde um interveniente ou grupo (investidor ou investidores) se propõe comprar determinados valores mobiliários a outros investidores num determinado momento, geralmente acções de empresas cotadas em bolsa. É uma compra colectiva.

No entanto existem 2 tipos de OPAs. Uma OPA vinda de uma entidade externa e OPAs vindas dos accionistas da empresa e os resultados são bastante dispares.

Tipos de OPAs

OPAs Externas

Quando a iniciativa de adquirir um empresa, a totalidade ou parte do capital social, tem origem numa empresa que não possui posição accionista de destaque ou é uma empresa concorrente existe geralmente alguma resistência. Esta resulta pelo facto da administração da empresa ver os seus cargos e lugares em perigo e geralmente inicia algumas acções com vista a travar a operação. Assim os interesses dos pequenos investidores são salvaguardados pela administração da empresa.

As OPAs Hostis são uma oferta com a qual a administração não concorda, e por isso tenta travar a iniciativa.

Neste tipo de OPA os pequenos investidores tendem a ganhar dinheiro

OPAs Internas

Quando a Oferta Pública de Aquisição parte de um accionista ou grupo de accionistas que controlam ou têm grande parte do capital de uma sociedade cotada pode considerar-se uma OPA interna. Não existe normalmente disputa pela gestão da organização, nem quem defenda os pequenos investidores ou salvaguarde os seus interesses.

As OPAs amigáveis são operações em que a administração não interfere, podem ser operações concertadas com vista a juntar 2 entidades de forma a fortalecer a que sobrevive ou uma operação onde administração não é afectada.

OPAs internas traduzem-se geralmente numa potencial perda financeira para pequenos investidores

OPA vender sem querer

Um aspecto importante a considerar e que é necessário ter em mente, é que poder-se-á vender as participação mesmo que não se queira. Basta que da OPA resulte um controlo de 90% dos títulos da empresa para que após 6 meses da data de registo da operação, o adquirente possa lançar uma oferta potestativa sobre o restante capital disperso. A operação é realizada através dos operadores ou mediadores financeiros, e não necessitam do consentimento do investidor. Esta operação traduz-se numa venda de acções que pode ir contra a vontade do investidor, é vender sem querer.

Melhor do que uma OPA

Se existe algo que se pode considerar como um aspecto positivo neste tipo de operações é a competição pelo controlo das empresas, assim se houver Ofertas concorrentes tanto melhor, pois o valor oferecido tende a subir pela força das novas ofertas. Nada mais saudável do que competição, pois fará com que os resultados e recompensas para os pequenos investidores sejam superiores e poderá representar uma mais valia, uma forma de retribuir o investimento efectuado.

Investir no longo prazo

Na bolsa é cada vez mais difícil estabelecer uma estratégia de investimento de longo prazo, pois a selecção das empresas onde se investe teima em não ser fácil. A incerteza face ao futuro é cada vez maior e mesmo investimentos que se pensam seguros podem transformar-se numa ruína financeira.

Basta lembrarmo-nos de um pequeno investidor que tenha adquirido acções da empresa concessionária de autoestradas, a Portuguesa BRISA há cerca de 2 anos, para podermos compreender que um investimento que poderia ser seguro e estável se poderá transformar numa menos valia de perto de 75%.

Investir na bolsa é cada vez mais um acto de curto prazo 🙁

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