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O que vender? Produtos físicos ou produtos digitais

Um dos dilemas quando se quer iniciar um negócio que envolve a comercialização de produtos, é decidir quais ou qual o produto a vender. Se em determinadas situações podemos actuar como revendedores outras há em que podemos ser os criadores desses mesmos produtos, digo criadores, porque nem todos os produtos são produzidos, alguns são simplesmente criados! A ver mais à frente.

Se os canais de distribuição podem ser comuns em alguns casos, existe formas de comercializar exclusivas para alguns produtos, sendo que esta variável estratégia terá grande impacto na composição dos custos de distribuição, bem como no resultado líquido das vendas.

Assim vamos analisar os diferentes tipos de produtos que podemos colocar à disposição dos consumidores, referindo as vantagens e desvantagens para cada tipologia.

Produtos físicos

A maior parte dos produtos que conhecemos enquadram-se nesta categoria, são palpáveis e tem uma forma. Falamos de bens corpóreos. Podemos dividir os produtos físicos em perecíveis (exemplo: frutas), quando têm uma curto espaço de tempo para serem comercializados. Existem também os produtos que não têm prazo de validade e são duradoiros quando é possível manter o mesmo produto à venda por um longo período de tempo, por exemplo um vassoura.

Uma componente importante a analisar, se se pensar em fabricar bens, são os custos de produção e de armazenamento, pois antes do produto ser transacionado tem de ter sido produzido (na generalidade dos casos) e distribuído pelos pontos de venda.

Vantagens

  • Vão existir sempre (ex: bens de primeira necessidade)
  • Têm aceitação por parte do consumidor (credibilidade)
  • Permitem ter negócios de âmbito local

Desvantagens

  • Custos de produção, armazenamento e distribuição
  • Excesso de produção pode levar a perdas
  • Durabilidade

Não seria necessário dar exemplos de bens físicos, basta pensar em tudo o que existe em sua casa. Copos, mesas, livros, alimentos, etc.

Produtos digitais

Criados num passado ainda recente, têm vindo a ganhar espaço nas vidas dos consumidores e também a proporcionar excelentes lucros a empresas e pessoas. O homem mais rico do mundo, Bill Gates tem por detrás de si um empresa de software! Podemos apelidar estes produtos de incorpóreos pois não são palpáveis.

Estes produtos podem ser simplesmente criados e não produzidos, para exemplificar. Quando se faz um jogo de computador, cria-se um único produto, que será reproduzido vezes sem conta, onde o CIPA (custo industrial dos produtos acabados) é simplesmente ridículo!

Na distribuição de produtos digitais existem alguns aspectos importantes as considerar:

Os produtos digitais podem ser entregues em suporte físico. O mais comum é através de CDs e DVDs, mas poderá também ser realizado através de qualquer outro suporte de armazenamento de dados.

A entrega do produtos digitais pode ser também efectuada através de transferência de dados, pode ser através de um download através da internet, através de um email ou através de qualquer outro meio de comunicação que suporte a transferência de dados, por exemplo: telemóveis. Esta forma de distribuição revoluciona toda a estrutura de custos!

Exemplos de produtos digitais

  • Programas informáticos
  • Videos
  • Música
  • Sons
  • Imagens
  • Fotografias
  • Jogos
  • Ebooks Livros digitais
  • Aplicações (apps)

Vantagens:

  • Pode não requer produção
  • Margem de lucro elevada
  • Amplitude geográfica

Desvantagens

  • Pirataria /segurança
  • Aceitação por vezes mais difícil
  • Concorrência mundial

Como os custos de distribuição são diminutos, qualquer valor permite encaixar boas quantias de dinheiro, por exemplo um app (aplicação para smartphone) pode custar 0,99€, retirando as comissões da plataforma de distribuição (20 ou 30%) restam 0,70€, mas como a venda é altamente massificada, por exemplo vender 1.000.000, rende 700.000€. Será que existe negócio melhor do que este?

Para terminar um pequeno exemplo:

Um livro depois de ser redigido, escrito criado pelo autor, e todo o processo acessório: como revisão, ilustração, paginação, etc. Vai para um tipografia ou gráfica para ser impresso, posteriormente será distribuído pela rede de distribuição, tudo representa um custo, que imputado ao produto reduz drasticamente a rendibilidade de editar ou escrever um livro, restando muito pouco em percentagem para o autor, que afinal foi quem criou a obra.

Se o mesmo autor “empacotar” digitalmente a sua obra em PDF, e o colocar à venda online, poderá dizer-se que ficará com uma grande fatia para si.

Comentários

  1. Luis Alves diz:

    Nuno, achei o seu artigo extremamente pertinente.
    No meu caso estou a investir numa plataforma online de palestras e cursos ligados ao desenvolvimento humano que acontecerão todos dentro da plataforma.

    O que desconheço é como fazer em relação a tributação. Os pagamentos estão todos integrados no Paypal que posteriormente transfiro para um conta em Portugal. A questão é que não sei se preciso de declarar os valores e se sim como o fazer uma vez que o sistema não gera facturas. Ofereço serviços presenciais e sobre esses passo factura e aí incide a tributação.

    Como acontece no caso destes cursos?

    Obrigado desde já pelo tempo dispensado.

    Abraço,
    Luis Alves

  2. Margarida Lobo diz:

    Boa tarde Luís

    Estou também a pensar iniciar um negócio online com base em materiais de suporte educativo. A minha ideia seria possibilitar aos clientes o download dos produtos e que estes pagassem através da Net.

    Tenho um familiar brasileiro que me ajuda neste projecto e eles usam o Hotmart. Em Portugal qual seria a melhor opção para este tipo de abordagem?

    Muitos parabéns pelo site! Tem-me ajudado bastante!!

    Cumprimentos

    Margarida

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Margarida

      Ainda Portugal (ainda) não existe nada comparado

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