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O dar retira as vendas: fim do grátis

Saiba neste artigo as razões porque mudei a minha estratégia para os meus negócios online.

fim-do-gratisSe oferecemos algo, não o poderemos vender. Este é um princípio simples e até básico. Uma das ideias que podemos tirar logo desta expressão é que caso atribuamos algo grátis deve ser fora do nosso leque de produtos ou serviços. Um exemplo logo a começar: se vendo parafusos, será melhor oferecer um telemóvel do que oferecer um conjunto de chaves numa promoção. Pois oferecer bens que não comercializamos é deixar em aberto oportunidades. O que se vende deve ser preservado para concretizar vendas futuras.

Não há mal nenhum em oferecer, criar promoções tirar partido do grátis. Mas o grátis também pode ser perigoso. O grátis como estratégia de negócio funciona bem apenas no início como estratégia de arranque. Existem negócios que conseguem sobreviver sem receitas próprias, os recursos terão de vir de algum lado. Também há negócios onde o grátis pode estar sempre presente associado a algo pago. Ou simplesmente obtendo receitas através de publicidade.

Dar a quem precisa e não pode comprar, é sempre uma boa atitude.

O grátis no mundo online

A ideia de monetizar websites e projectos com base na publicidade, é uma ideia peregrina. Uma ideia que funcionou bem até aqui há uns anos, mas presentemente e no futuro será mais complicada. Há naturalmente várias excepções. Viver da publicidade é cada vez mais um desafio. Mas continua a ser possível. A ideia é excelente, ganhar dinheiro sem vender é do melhor. Através da publicidade online isso é possível. Sem enganar, sem “impingir” e sem recomendar.

Já escrevi alguns artigos que abordam este tipo de questão:

Na minha opinião, e por isso a razão deste artigo, vou abandonar essa visão, vou moldar os meus projectos a novas formas de receitas, nomeadamente através de vendas directas. Nesta fase pretendo aumentar os meus rendimentos.

Utilizar modelos de negócio baseados no grátis até pode ser uma boa ideia. Aliás gosto deste tipo de modelos de negócio, no entanto estou cada vez mais céptico em relação a isso. Céptico, pode ser pouco, sou motivado a eliminar os meus projectos (sites) que assentam nesta premissa. Se são totalmente grátis, são projectos que vou alterar para modelos onde incluo novas fontes de receitas. Tirando este blog, onde não pretendo vender nada, os outros projectos têm de gerar vendas.

O grátis não é valorizado

Oferecer serviços ou produtos é um bom chamariz para atrair pessoas com vista a realizar vendas futuras. Mas ninguém valoriza o que é grátis. Eu sei isso. Por vezes temos de valorizar os nossos serviços e produtos. O que é grátis não tem muita credibilidade nem profissionalismo. Se é grátis tem pouco valor.

O grátis não é só nos negócios online

Por vezes pensa-se que o grátis ou serviços gratuitos são exclusivos dos negócios online, mas não. Existem muitas empresas e negócios que prestam serviços gratuitos. Basta pensar num profissional que “desenrascou” determinada situação, sem cobrar.

Iniciar um projecto tendo por base a gratuitidade (ou gratuidade) pode dar um bom impulso ao negócio. Seja ele qual for.

Nos negócios temos de vender

No mundo dos negócios tem de haver vendas, sem vendas as coisas não são fáceis. As vendas são o motor da sustentabilidade de qualquer negócio.

Pessoalmente prefiro vender os meus próprios produtos, sem recomendações, mas também podemos vender os produtos de outros. Aliás grande parte dos negócios de comercialização de produtos físicos tem este modelo de negócio. Já na comercialização de serviços pode ser um pouco diferente.

Se o produto ou o serviço são grátis, por vezes trocamos o nosso tempo por nada. Mas vale não ter chatices, não tem preocupações. Trabalhar para aquecer? Só quando trabalho em algo que gosto e/ou porque me apetece.

Na internet as vendas são o futuro, e existem diversas formas para ganhar dinheiro online. Vou focar-me na venda de produtos digitais, pois a venda de serviços digitais não me desperta interesse.

Ser produtor ou revendedor

Deixo aqui mais um tópico para reflexão, pois existem aspectos que fazem toda a diferença no que diz respeito à tipologia do agente que somos.

Quando somos revendedores competimos essencialmente pelo preço, o que se traduz numa margem de lucro mais reduzida. Em certos sectores os revendedores fazem negócio na base do pós-venda.

Quando somos produtores podemos praticar preços mais elevados pois a competição pode não estar associada ao preço. As margens de lucro são ou podem ser mais generosas para os produtores que vendem aos consumidores finais.

O tema das vendas online e no mundo real é bastante vasto, existem muitos aspectos a considerar. No que diz respeito às vendas online e como será o meu foco daqui para a frente terei de escrever mais alguns artigos. As vendas online tendem a crescer, mas antes de nos lançarmos num empreendimento é bom ter noção de que há tipos de vendas online muito pouco interessantes (ex: dropshipping).

Muitos são os negócios sem sustentabilidade que poderiam adoptar novas formas de dotar os seus empreendimentos de meios financeiros para sobreviver e lucrar. Por vezes basta pensar: mas que ideia é esta de dar o que se pode vender?

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