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Negócios em perspectiva para o futuro

No início de cada ano pretende-se tentar perceber os negócios que podem ter maior aceitação por parte das pessoas. Num ano em que as palavras de ordem são austeridade, desemprego, crise e poupança, as hipóteses para criar um negócio podem não parecer animadoras, contudo os ciclos económicos descendentes são também geradores de oportunidades. Existem negócios para todas as ocasiões, tal como estão sempre a surgir novas ideias de negócio.

As finanças para o futuro são influenciadas pela conjuntura económica que se vive, bem como o emprego, negócios e investimentos. Os investimentos de 2011 mantêm a sua actualidade, assim a análise prende-se com outros aspectos.

Crise -> Oportunidade

As crises são produzem sempre oportunidades, regra geral estas oportunidades são visíveis através do valor de aquisição, pois os preços tendem a cair face a conjunturas económicas desfavoráveis. Dependerá sempre do tipo de aquisição, mas os mercados financeiros estão pressionados e podem-se encontrar várias empresas em mínimos históricos. Também se podem adquirir negócios em dificuldades financeiras, comprar imobiliário ou investir em outro tipo de activos que geram rendimentos e que estejam subvalorizados. O problema de alguém é a oportunidade para outro.

Não invista no que não conhece, ou não sabe como funciona

Desemprego -> Criação de negócios próprios

Com o aumento do desemprego, existe sempre alguém que pretende definir e controlar o seu rumo profissional para o futuro. A criação do próprio posto de trabalho torna-se uma possibilidade, até porque um desempregado está fora da zona de conforto é mais fácil empreender, já que se falhar não não fica muito diferente da situação de partida. A necessidade é dos factores que mais levam ao empreendedorismo. A criação de empresas tem um aspecto social relevante, pois permite criar postos de trabalho, não só para o próprio, bem como para outros.

Ideias para criar um negócio próprio não faltam, mesmo sabendo que as melhores ideias estão ainda por conceber, ideias de negócio novas tendem a ser melhor do que as ideias que já foram bons negócios no passado. Cafés e restaurantes acho que já temos suficientes, lojas de compra e venda de ouro também, pense em outra coisa.

Falta de postos de trabalho -> Emigração

A emigração não é um fenómeno novo em Portugal, é a procura por uma nova vida, novas oportunidades, em prol de uma visão para o futuro. Foi até já abordado no artigo: trabalhar no estrangeiro. A grande questão dá-se pela falta de empreendedorismo geral, pois se não se criaram empresas, não existe criação de postos de trabalho.

Alguém tem de criar empresas

Pois já vimos que a história do emprego público não é sustentável, devido aos impostos que têm de ser cobrados para financiar este custo. Curiosamente a emigração que hoje ocorre é por parte de pessoas qualificadas, o que é precisamente o oposto do que sucedeu no passado. Isto só acontece por que as pessoas querem trabalhar por conta de outros. Serem empregados em vez de patrões ;-(

Falta de dinheiro -> Poupar

Parece um pouco contraditório, mas as poupanças ocorrem precisamente no pior momento. Deveria-se ser poupado, ir poupando ao longo dos tempos, agora todos acordaram para a poupança, não melhora nada as perspectivas no curto prazo. Quando uma família poupa, deixa de comprar, quando uma empresa poupa, deslocaliza a produção ou despede trabalhadores e quando o Estado poupa corta nas ajudas sociais ou aumenta impostos. Pois se não existe consumo, as empresas vendem menos, umas fecham, outras despendem colaboradores, a famosa bola de neve que leva tudo para baixo.

Uma coisa é certa: apelos para a poupança não faltarão. E outros pouparam por falta de dinheiro para gastar, poupanças forçadas.

Imobiliário em crise -> Nicho de mercado imobiliários

O imobiliário é um sector de investimento que muitos adeptos consegue atrair, permitiu realizar grandes fortunas nos últimos anos. Contudo o futuro de certo tipo de imóveis não vislumbra boas perspectivas, evidentemente que depende da localização e outros factores a ter em conta na hora de avaliar um imóvel.

Os nichos de mercado imobiliários podem ser a tendência para o futuro, não só os imóveis de luxo que já possuem o seu espaço, bem como áreas que podem ser encontradas soluções interessantes para o comum dos mortais. (nicho de mercado imobiliário por explorar, artigo a escrever nos próximos dias).

O arrendamento é cada vez mais tema de conversa, parece que se descobriu agora a pólvora, o arrendamento é um negócio com potencialidades apesar das suas vantagens e desvantagens. Não parece que exista ainda nada de novo que possa impulsionar esta actividade.

Sempre uma opção a considerar-> agricultura

O sector mais importante da economia, como todos já sabemos é a agricultura, investir neste sector é proporcionar garantias de sobrevivência para o futuro e em caso de colapso dos mercados fica salvaguardada a parte alimentar. Mesmo que não seja economicamente rentável por vezes a agricultura, na versão agricultura de subsistência, esta possui um valor. Que espero nunca ter de avaliar.

Na época da segunda guerra mundial, houve escassez de alimentos, por exemplo em Lisboa, as pessoas não conseguiam comprar alimentos, porque não os havia para venda. Racionalização dos alimentos.

As perspectivas para os próximos tempos não são por ventura as melhores para grande parte das pessoas, mas cabe a cada um fazer o que é melhor para si e colocar mãos à obra para evoluir, seja para ultrapassar alguma dificuldade momentânea ou para iniciar uma nova etapa. Nunca podemos esquecer que problemas resolvem-se com soluções, não é muito útil encontrar mais problemas.

Venha o crescimento económico, please

Comentários

  1. Rosa Cunha diz:

    “Sempre uma opção a considerar-> agricultura” – tenha cuidado com o que diz!!!

  2. Nuno diz:

    Olá Rosa
    Agradeço o alerta, contudo se ler este artigo: http://investidor.pt/o-sector-mais-importante-da-economia/
    vai decerto perceber melhor porque a agricultura é um sector vital para o futuro.

    Também refiro: “Mesmo que não seja económicamente rentável por vezes a agricultura”
    Menosprezar a agricultura é condenar o futuro das próximas gerações
    Votos de sucesso

    • Rosa Cunha diz:

      A agricultura de subsistência é isso mesmo: subsistir/sobreviver/ manter-se vivo/continuar a viver/ter algo na mesa para não passar fome. Faz parte do seu próprio conceito. Actualmente, começa-se a regressar às hortas, às já tão faladas “hortas comunitárias”. É uma opção para quem tem tempo e pretende poupar uns bons trocos nos supermercados com a alimentação. É ecológico, é sustentável… e apoio a 100% … até eu já aderi a este novo modo de vida: tenho uma mini horta no meu quintal… só com ervas aromáticas. É o suficiente para não gastar uns 2€ por um molhinho de coentros! 😀

      Provavelmente, há quem faça disso um negócio: vender umas couves portuguesas, batatas, feijão verde… aos vizinhos ou aos mini-mercados de bairro. Os meus pais, quando tinham o galinheiro lá no quintal (sim, porque agora as Câmaras Municipais proibem ter ciração nos quintais), venderam algumas dúzias de ovos à vizinhança. Deu para colocar uns quantos pães na mesa. Vejo esta actividade sempre como um complemento ao orçamento mensal e cada vez menos como uma actividade principal. Posso estar errada…

      Concordo plenamente com a sua afirmação “Menosprezar a agricultura é condenar o futuro das próximas gerações”! Agora daí a dizer que agricultura per si é um bom negócio (porque é o que dá a entender a avaliar pelo título) vai uma grande distância. O Estado e a UE com o raio das suas cotas estão a estrangular a agricultura em vários países… há entidades que não te deixam cultivar o que queres na tua própria terra por ser área protegida…
      Conheço pessoalmente agricultores que neste momento estão com o credo na boca porque nunca vai chove. Conheço pessoas que investem na agricultura, nas suas terras ano a pós ano e têm prejuízo: ou é chuva a mais ou chuva a menos ou chuva fora de época…

      A agricultura não pode nem deve ser vista per si com um negócio de baixo risco. Há muitas condicionates, muitos riscos, muitos investimentos a considerar… mesmo se, por acaso, herdar, uns bons hectares de terra. Diria mesmo que é uma aventura bem arriscada!

      • Nuno diz:

        Olá Rosa
        Concordando com parte do seu comentário, denoto um certo desconhecimento face ao que é a realmente a agricultura ou ao que se pode fazer na agricultura.

        Posso-lhe adiantar que investir na agricultura não é assim tão arriscado, dependendo também da área de residência, conhecimentos, cultura e dimensão do investimento. Conheço pessoas que ganham bom dinheiro com actividades em part-time na agricultura.

        No interior, produzem-se e vendem-se muitos bens que vão para além da subsistência: Azeite, mel, vinho, queijos, enchidos, fruta, compotas, etc. Produtos e actividades que se produzem ou desenvolvem com poucos recursos e que são mais do que subsistência, os produtores podem vender em mercados.

        Os negócios nem sempre são fáceis, e nem todos os investimentos na agricultura são um mar de rosas. A agricultura é um mundo, o que se pode produzir é mais do que muito.

        Tal como em outros negócios, existem pessoas que ganham dinheiro na agricultura e outros perdem.

  3. diz:

    concordo com vc Rosa… agricultura sempre foi um trabalho árduo e com pouquissímo retorno, se é que pode-se dizer que há retorno… pois como diz, o tempo e o próprio mercado nunca valorizou esse setor, até por que alimentação há de sobra o problema é a má distribuição e quem coloca preço nos produtos não é quem produz e sim quem comercializa…

    • Nuno diz:

      Olá
      Já alguém ouviu falar da vitacress ou a SousaCamp?
      Votos de sucesso

  4. Diamantino de Sousa Letria diz:

    Olá Nuno
    Boa noite

    Aproveito para lhe perguntar o seguinte:
    O senhor já trabalhou na agricultura? Sabe o que é a agricultura? Penso que não, portanto quando falamos do k não conhecemos erramos. A agricultura ou tem de ser altamente industrializada e os investidores ter meio para a venda dos produtos ou não passará do tal negócio de subsistência e quando vai um pouco mais além apenas serve para ENGORDAR OS INTERMEDIÁRIOS,que compram ao pobre produtor por alguns cêntimos o kg e vendem com 500% de ganho.
    Experimente você esse negócio e depois voltamos a falar.
    Att.
    Diamantino