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Momentos propícios para iniciar o investimento em acções

Nem todos os momentos são bons para entrar no mercado de acções, em alturas em que os mercados estão sobre aquecidos e próximo do termino de bolhas especulativas são momentos maus para entrar, são aliás os melhores momentos para sair e dar algum tempo aos mercados, para retomar o investimento.

Como é muito possível perder dinheiro nos primeiros investimentos em bolsa, o melhor é escolher uma altura em que os mercados estão em baixa, momentos de crise e após descidas acentuadas nas acções são boas oportunidades para entrar. Mas também podem surgir no mercado aumentos de capital, novas entradas em bolsa, operações de concentração e fusão de empresas (famosas OPA, Oferta Pública de Aquisição), distribuição de dividendos, que são momentos propícios a fazer acertos ou constituir uma carteira de acções.

A entrada de uma empresa na bolsa, a dispersão de capital é antecipada de muita informação sobre a empresa e as perspectivas para a mesma, saem avaliações de várias casas de investimento, é caso para dizer que só não tem informação quem não quer, sobre estas operações. E nem sempre são bem sucedidas, como exemplo, as últimas operações de dispersão de capital são disso exemplo.

Galpenergia

Talvez o única dos exemplos recentes que tenha sido muito generosa para os investidores, entrou em bolsa a cotar 5,72 Euros, já valorizou mais de 100%, teve inclusive o seu máximo histórico perto do 20 Euros. Este é uma caso recente, no passado as entradas em bolsa de empresas públicas originavam frequentemente ganhos muito apetecíveis: EDP, PT, CIMPOR, BRISA, etc.

REN (Redes Eléctrica Nacional)

Um exemplo em que nem sempre os monopólios são o melhor negócio em termos de rendibilidade para os accionistas, apesar de gostar muito deste título, está cotado actualmente abaixo do preço de entrada em bolsa (2,80 €)

EDP Renováveis

Um belo exemplo de como os mercados podem ser duros para as carteiras dos investidores, entrou em bolsa a cotar 8 Euros e perdeu sensivelmente medade do seu valor, muito fruto da bolha das energias renováveis. Apesar da empresa possuir boas perspectivas para o futuro, os seus activos têm um valor ou potencial de crescimento pouco concretos.

Martifer

A empresa entrou no momento certo na bolsa, especialmente para os seus fundadores, o preço de 8 Euros com que deu entrada subiu muito rapidamente até aos 12 Euros, fruto de avaliações muito positivas da empresa e expectativas em alta (bolha das renováveis),  as suas cotações já rondaram os 3 Euros! É mais um caso em que entrar numa Oferta Pública de Venda pode não ser boa ideia.

Para entrar no investimento directo em acções, deve-se esperar o momento certo, e isso passa por começar a acompanhar os mercados diariamente, ir fazendo análises, ler relatórios e ouvir a opinião dos especialistas (os Analistas). No meio deste processo começaram a surgir ideias de investimento, a concretização dos negócios dependerá do risco que  se pretende assumir e da capacidade financeira de cada um.

Nos investimentos em bolsa não há impossíveis, pode-se ganhar ou perder!

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