Estratégias de bolsa: Quando se está a ganhar

ganhar na bolsaAs pessoas que investem na bolsa a longo prazo adoram a subida das bolsas, e não é para menos, pois o valor da carteira de acções sobe. Toda a gente gosta de ganhar.

Há quem defenda que só se deve investir na bolsa em momentos ascendentes, ou seja, entrar na bolsa quando existe uma clara expectativa que as acções continuem a subir de forma sustentada durante algum tempo. Desta forma permite-nos obter mais valias com mais facilidade e com menor risco.

Escolher o momento de entrada em bolsa é fundamental, escolher esse momento nem sempre é fácil, pois por vezes surgem ideias como comprar a mínimos ou comprar para conseguir preços médios da carteira, o que dificulta a obtenção de mais-valias. Se investir na bolsa é um jogo, este é-o de forma psicológica. Controlar as emoções é fundamental. Deve-se investir de forma racional e não emocional. Falar é fácil, mas depois quando se está no jogo, as emoções podem falar mais alto. A experiência em negociação fortalece-nos para poder enfrentar as flutuações do valor das carteiras, bem como nos ajuda a decidir o que fazer nos momentos de maior indefinição dos mercados.

Quando a bolsa sobe, todos ganham. Excepto quem não investe na bolsa.

As empresas vêm o seu valor oscilar com o tempo (não esquecer: a volatilidade é risco), de acordo com vários factores, internos e externos à empresa cotada, mesmo quem investe de acordo com princípio do valor da empresa e investe no longo prazo, gosta de obter retorno através de mais valias (venda das acções).

A bolsa é amiga dos investidores

Já que estamos numa perspectiva positiva do investimento em bolsa, vou recordar uma ideia simples e que demonstra como a bolsa é engraçada. Contudo, é apenas uma situação ilustrativa. Imaginemos uma acção em que o seu valor oscila (volatilidade) entre 1€ e 2€.

  • Se comprarmos a acção a 2€ e a cotação descer para 1€, temos uma perda potencial de 50%
  • Se comprarmos a acção a 1 € e esta subir para 2€, temos um ganho potencial de 100%

De realçar que por vezes o preço da acção não quer dizer nada, não reflecte o valor. Artigo sobre os aspectos que influenciam o valor de uma acção.

Velocidade na bolsa

Geralmente os mercados sobem lentamente e descem violentamente. Os movimentos de subida são longos e cheios de “sobressaltos” são forçados a abrandam à medida que são realizadas mais valias. As quedas são abruptas e violentas, as ordens de venda de desespero são muitas vezes ao “melhor valor” e ocorrem em momentos de desespero, podem passar por suportes a boa velocidade. Com a velocidade, fundos de investimento, podem ser levados a desfazerem-se de posições, estes movimentos conseguem afundar o valor de uma acção muito facilmente. Com ordens de stop-lost (venda se a acção atingir determinado valor) a acção terá de ficar suspensa de negociação para que a mão humana controle os programas informáticos.

Nas subidas, não ocorre o oposto. Os investidores como estão a ganhar, fixam o valor de venda, esperam atingir determinadas mais valias, não há pressa. Quando se está a ganhar estamos confortáveis. Podemos esperar mais um pouco, não há problema. A ideia é tentar maximizar os ganhos.

As pessoas lidam muito pior com perdas do que com os ganhos. As perdas ficam  bem gravadas na memória, os ganhos só se retêm os mais substanciais.

Eu falo pela minha experiência, sei dizer todos os títulos onde perdi dinheiro, já no que diz respeito aos ganhos, só me lembro dos mais relevantes. É a psicologia do investimento nos mercados a funcionar.

Estratégias de venda de acções em subida

Os momentos de valorização de carteiras são propícios à realização de mais valias, no todo ou em parte. Pois aqui surge o dilema, vender tudo ou vender uma percentagem do título que temos em carteira. Já por diversas vezes adoptei a estratégia de fases, com boas recordações 😉 Ou seja, no momento da compra defini logo ao preço que iria vender. Só não sabia quanto tempo ia demorar a atingir as cotações alvo. Não exemplificando com um caso concreto, deixo um exemplo de como se pode actuar de forma a elaborar uma estratégia de investimento num título:

Para a compra de uma acção que está cotada a 1,00 Euro:

  • Aos 1,50€ Subida de 50% = venda de 33%
  • Aos 2,00€ subida de 100% = venda de 33%
  • Aos 3,00€ Subida de 300% = venda de 33%

Está bom de ver, que nem sempre é fácil resistir à tentação de venda e arrecadar mais valias, garantir o retorno. Mas quando se espera, se resiste à tentação, as recompensas podem ser muito boas.

Esta foi a estratégia que utilizei na OPV  (Oferta Pública de Venda, entrada em bolsa) da Galpenergia e da REN.

Não gosto muito de falar dos meus sucessos, mas hoje abro mais uma excepção 🙂 vendi acções da Galpenergia e da Ren em máximos históricos 😉 Resistir à tentação de vender tudo foi difícil, mas o frutos da espera foram bons.

É necessário sensibilidade (ou dados gráficos) para escolher a hora de vender tudo e sair. Neste campo gosto de pensar que é o Feeling para o negócio, visão por assim dizer.

Os momentos de ascensão têm resistências à subida, é nestes pontos de normalmente se realizam mais valias. A realização de mais valias ocorre uns cêntimos abaixo da resistência.

Investir na bolsa de valores é adrenalina pura, e não é para menos, é o nosso dinheiro que está em jogo, arriscamos as poupanças na expectativa de obter ganhos. Mas nada é certo, mesmo os fundos de investimento de acções obtêm rendibilidades negativas, se os profissionais também falham, o investidor menos informado terá maiores possibilidades de perder dinheiro. Toda a atenção é pouca, pois ninguém gosta de perder dinheiro.

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