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Coworking e coworks temáticos

O coworking é uma actividade que se resume ao aluguer de secretárias, é uma ideia de negócio que apareceu há uns anos. Um negócio em crescimento ainda não abordado aqui no blog.

Vindo satisfazer as necessidades dos novos empreendedores e profissionais ligados à criatividade, à internet e a trabalhadores por conta própria em geral (arquitectos, jornalistas, contabilistas, etc).

Um designer ou um jornalista trabalha em qualquer lado, necessita pouco mais do que uma secretária, um computador e uma ligação à internet. Com base neste princípio nasceram e proliferaram os escritórios partilhados em espaço aberto (ou open space!).

Coworking

O coworking é basicamente um negócio de aluguer de secretárias. Por vezes estão agregados alguns serviços. Por norma serviços de apoio à actividade empresarial, mas também há parcerias como por exemplo ginásios que oferecem algum benefício aos coworkers.

Arrendar escritórios implica um contrato de arrendamento, o aluguer de secretárias é um contrato de prestação de serviços. É diferente.

Existe dispersão de risco em relação a pagamentos, se o arrendamento de lojas pode dar chatices quando os inquilinos deixam de pagar, no coworking existem várias pessoas ou entidades a pagar, logo os risco de não recebimento é muito menor. São coisas  parecidas mas muito diferentes. Gerir um cowork implica trabalho.

Um negócio com sentido

Os trabalhadores por conta própria necessitam de socializar, pois trabalhar em casa sozinho tem vários inconvenientes. Percebi isso há uns anos por vivência pessoal. Mesmo um escritório individual onde trabalhava sozinho não colmatava a necessidade social. Ter um espaço dedicado ao trabalho faz muito sentido para mim.

É vital ter vida social (fora das redes sociais) para poder ter uma vida normal.

Gosto deste conceito de negócio, tanto que só ainda não tinha publicado um artigo mais profundo sobre cowork porque pensei durante muito tempo criar o meu cowork. Mas já tinha falado abreviadamente sobre o tema:

Estive quase a criar um cowork na freguesia onde vivo (Benfica), mas ainda bem que não o fiz, nem o farei, pois dispersava ainda mais. E eu preciso é de me focar nos negócios que já possuo.

Era uma ideia de negócio interessante, pois criava mais uma fonte de receita e teria o meu espaço de trabalho. Era quase como abrir o meu escritório, mas abrir a oportunidade de ganhar algum dinheiro extra com os aluguer de secretárias. Seria um cowork pequeno.

Há mais ou menos 5 anos também ponderei um escritório partilhado de 4 ou 5 pessoas, onde se dividiam as despesas por todos. O custo individual seria equiparado ao de um cowork, haveria socialização e também privacidade. Mas acabou por não se concretizar.

Coworking generalista

Os coworks por norma acolhem profissionais distintos, assim é comum num espaço coexistirem designers, consultores, programadores, jornalistas, e quase o tipo de trabalhadores  independentes.

Desde modo é possível encontrar clientes dentro dos coworks. Fixando-se num cowork é só esperar por novos coworkers 🙂

Mas a ideia inical deste artigo é utilizar o conceito para criar soluções alternativas.

Coworking temático

Existem muitos profissionais que se dedicam a actividades solitárias, o que tem os seus inconvenientes, assim juntar um grupo de pessoas com os mesmos interesses num local podia ser proveitoso para todos.

Vou dar um pequeno exemplo: Em tempos (há 7 anos) um leitor contactou-me para falar sobre o coworking  pois queria montar um. Este leitor obtinha os seus rendimentos através do investimento no Forex. A ideia que lhe apresentei foi criar um cowork temático, apenas para investidores ou especuladores em Forex. Pessoas com os mesmos interesses no mesmo local. A parte social ficaria enriquecida. Podiam trocar ideias. Podiam discutir perspectivas. Podiam partilhar estratégias. Penso que todos ficariam a ganhar.

A ideia que apresentei pode ser aplicada a outras actividades, reunir num mesmo espaço designers, programadores, jornalistas, publicitários,  dando origem a aglomerados de conhecimento, onde todos saiam a ganhar.

Ninguém sabe tudo, neste modelo, todos são independentes, mas todos podem cooperar. Não existem sociedades nem confusões. Apenas se divide o espaço. Mas também pode se trocar ideias, pedir opiniões, algo que possuí muito valor.

A localização é fundamental

Em Lisboa os coworks parece que nascem como cogumelos, mas na verdade acabam por não conseguirem satisfazer a procura total.  No centro de Lisboa, avenida da Liberdade, Saldanha e Parque das Nações existem imensos espaços de coworking. Mas existe falta destas espaços noutras localizações da cidade. Existem oportunidades por explorar.

Vejamos, em Benfica, uma das freguesias mais populosas de Lisboa houve apenas um Cowork privado o MUworkspace (que fechou por falta de instalações ). Recentemente abriu o Cowork Baldaya da Junta de Freguesia de Benfica. O mesmo não conseguiu acolher todos os interessados. Ou seja, há procura em Benfica, mas ainda ninguém abriu um cowork. É uma oportunidade.

Como este é um tema que me interessa, no ano passado fiz uma pesquisa para descobrir todos os coworks em Lisboa, para ver quais poderia frequentar. Acabei por criar uma listagem de espaços de cowork em Portugal inteiro.

Oportunidades reais

De facto, existem oportunidades no que diz respeito a este modelo de negócio um pouco por todo o país. O investimento não é elevado e é possível obter um rendimento interessante. Ora vejamos o que é necessário:

  • Arrendamento de uma loja ou escritório.
  • Serviços e Contratos
    • Eletricidade
    • Água
    • Internet
    • Limpeza
  • Aquisição de mesas e cadeiras
  • Material de apoio  (impressora, decoração, cacifos))
  • Será interessante ter uma sala de reuniões
  • Zona de alimentação ( dispensável na minha opinião)
  • Zona de lazer
  • Sistema de abertura de portas por impressão digital pode ser útil

Criar um cowork de raíz é um negócio que pode fazer sentido, mas adicionar este negócio a quem já possuí um escritório da sua empresa e dispõe de espaço pode fazer ainda mais sentido. Existem empresas que possuem mais capacidade instalada do que realmente necessitam, podendo obter um rendimento interessante sem grandes acréscimos de custos.

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