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Conseguir a independência financeira através de juros

Uma ideia que pode agradar a muitas pessoas é sem dúvida atingir a independência financeira através do rendimentos obtidos com base em depósitos a prazo, os juros. O processo é relativamente simples, através da constituição de depósitos a prazo não capitalizáveis obter o rendimento mensal (juros) para cobrir as despesas.

Os rendimentos passivos, onde passivo é não fazer nada, é uma das fórmulas mais apreciadas pela maioria das pessoas. A ideia de ganhar dinheiro sem fazer nada é muito apreciada.

“Juro é a recompensa pela renúncia à liquidez” segundo Keynes, pode dizer-se que é o preço do dinheiro. Pode ser um ganho ou pode ser um custo.

A independência financeira é ou deveria ser um objectivo pessoal de cada um de nós, pensar menos no dia de hoje olhando mais para o futuro, até porque o futuro é já amanhã. A idade passa a correr, o tempo nunca pára.

Pressupostos

Para realizar este cenário de rendimentos, temos de considerar 2 aspectos importantes: a taxa de juro e os impostos sobre rendimentos de capitais (tributação autónoma).

Taxa de juro anual de : 6%; Imposto: 25%; Taxa de juro liquida de impostos: 4,5%

A ideia seria aplicar ou constituir um depósito a prazo com maturidade de um mês ou 12 depósitos a prazo com maturidade de uma ano. Nos caso da constituição de 12 depósitos, o início de cada um seria desfasado um mês. O juro libertado mensalmente é o rendimento que se utiliza para cobrir os custos da independência financeira, como a alimentação, transportes, vestuários e todas as despesas mensais.

Independência financeira de 500€ mês

Valor total necessário para obter rendimentos de 500 euros líquidos de impostos mensalmente é de 133.333€ ou através de 12 aplicações a prazo no valor de 11.111,11€ .

Independência financeira de 1000€ mês

Valor total necessário de obter rendimentos de 1000 líquidos de impostos mensalmente é de 266.666€ ou através de 12 aplicações a prazo no valor de 22.222€

Podemos verificar facilmente que quanto maior for o valor de despesas mensais a cobrir maior é o valor necessário aplicar a prazo. Assim reduzir as despesas mensais torna mais fácil atingir esta meta.

O mais difícil é conseguir os primeiros euros, pois através da capitalização dos juros pode fazer-se crescer a poupança até aos valores pretendidos. Com uma poupança de 24.000€ e com uma aplicação de 2 mil euros mensais consegue-se gerar 90€ mensais, pois os 24 mil podem desdobrar-se em 12 depósitos de 2 mil Euros. Os rendimentos em regime de juros compostos irão ser superiores ano após ano. E assim se caminha rumo ao objectivo.

Alternativa aos depósitos a prazo

Como ideia é obter rendimentos constantes através de juros ou rendimentos periódicos, podemos também considerar o investimento em obrigações, em acções que façam distribuição de dividendos. Nesta estratégia de investimento, a diversificação das fontes de rendimento permite maior segurança e protege o património. Poderíamos incluir também outros produtos financeiros que façam distribuição de rendimentos, como alguns fundos de investimento, sendo os fundos de investimento imobiliários onde é mais comum isso acontecer.

A ideia de sobreviver numa condição desejável onde não existam obrigações laborais ou de outra espécie, é um mote para poupar e investir a pensar no dia de amanhã. O dia em que pretendemos ser financeiramente independentes e sustentáveis. Uma outra ideia para atingir a independência financeira e que não deixa de ser também uma hipótese apreciada pela maioria das pessoas é através do rendimentos imobiliários ou rendas provenientes de arrendamento, tema que foi abordado no artigo viver de rendimentos imobiliários.

Comentários

  1. Rui diz:

    Que Bancos é que actualmente oferecem taxas com as condições que indicou? Ou seja, poder investir mensalmente 2 mil euros e retirar os juros com uma taxa semelhante ao exemplo?

    Cumprimentos

  2. Nuno diz:

    Olá Rui
    Não é muito difícil conseguir aplicações taxas de juro na ordem dos 6%.
    Terá de se consultar os bancos ou fazer uma análise da oferta dos depósitos das várias instituições, por vezes ao balcão conseguem-se taxas preferenciais.
    Os Certificados do Tesouro para maturidades superiores a 5 anos, a taxa de juro é superior a 6%
    Recentemente numa emissão de obrigações de dívida de uma grande empresa cotada em bolsa, possuíam também 6% de taxa de remuneração.

    Não é difícil encontrar soluções para conseguir boas rendibilidades. Às vezes tem de se procurar 🙂
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    • Rui diz:

      Sim mas nessa caso estamos sempre a falar de taxas nominais anuais… Nunca de taxas nominais mensais, pelo menos nunca vi nenhum banco a fazer. Daí perguntar quem faça, assim tenho hipóteses de aplicar eheh

  3. Nuno diz:

    Ah, ok. Agradeço a chamada de atenção 🙂
    Um “ou” que deveria ser um “e” faz toda a diferença.
    Na definição da taxa de juro também deveria reforçar o horizonte temporal da taxa, 1 ano. A taxa que tinha em mente era anual.
    6% numa taxa de juro mensal num depósito também ainda nunca vi 🙂
    Abraço

  4. Nunes diz:

    Apenas faltou um aspecto a considerar neste cálculo. A inflação…não acha?

    Cumprimentos, e continuação de bom trabalho.

    • Nuno diz:

      Olá Nunes
      Bem observado.
      A inflação não foi incluída nos calculos. Para poder perpectuar a independencia financeira teria que se incrementar os depósitos a prazo o valor correspondente da taxa de inflação.

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  5. Daniel diz:

    Bom dia amigos!

    Aqui no Brasil os bancos pagam mais ou menos 0,5% ao mês. O que daria 6% o ano.
    O melhor mesmo, aqui no Brasil, são os títulos públicos que pagam uma taxa de juros + a taxa de um índice.
    Por exemplo: O titulo público chamado NTN-B PRINCIPAL com vencimento em 2035, paga neste momento, 5,5% de juros + IPCA (índice que acompanha a inflação aqui no Brasi, que fica mais ou menos entre 5 e 5,5% ao ano). O que daria, descontando o Imposto de renda e as taxa de administração 7,5 à 8,5 % de ganho liquido anual.

    Muito bacana o seu blog! Vc é Brasileiro ou Português?

    Abraço!

  6. Mferreira diz:

    A ideia é boa,no entanto quase impraticável,pois os bancos em Portugal não tem taxas de 6% ano,quanto mais,mês.A aplicação em obrigações com taxas de 6 ou 7% com juros a 6 meses já é possível.Os fundos agressivos também podem ser opção principalmente em USD e de biotecnologicas.Um abraço.

  7. RMBAlmeida diz:

    Boa tarde
    Texto impecavel, devias ter insistido mais no tema “dividendos” uma vez que é muito mais rentavel e facil de conseguir, que um deposito a prazo dada a conjuntura economica. Atraves dos dividendos consegues uma retenbilidade de 6% ANUAL com alguma facilidade.
    A independência financeira é minha meta de vida e espero conseguir antes dos 45.
    Abraço e continuçao de bons artigos

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Rui

      Obrigado pelo comentário

      Totalmente de acordo

      Vou ver se abordo mais o tema dos dividendos.
      Tinha pensado criar algo relacionado com o tema, mas ainda não tive oportunidade

      Votos de sucesso

  8. Antonio Tchalissala Segunda diz:

    Em Angola a taxa de juros é de 15% independetemente do valor creditado, não se é a curto, medio ou prazo. É complicado mas estamos lutando.