Comprar ou poupar, dilema económico complicado
Artigo sobra a dicotomia entre comprar e poupar. Conheça as suas vantagens
Por vezes e quando falamos de finanças pessoais somos levados a pensar em incentivar a poupança. Contudo quando queremos dar uma óptica mais global. Olhando para a Economia, vimos que nem sempre a poupança a favorece. Sendo uma questão delicada e que deve ser bem analisada perante as várias vertentes.
Vantagens de poupar
Ao poupar está a contribuir com fundos para o sistema bancário poder distribuir pelo sector empresarial. Sendo que não será preciso recorrer a entidades estrangeiras para financiar a economia do país. Ao nível das famílias a poupança tende a melhorar as capacidades financeiras para o futuro, bem como a criar riqueza pessoal.
Quando se poupa e não se compra reduz-se o consumo geral no país, logo o crescimento do país por via do consumo interno não ocorre, o que não é bom !
Vantagens de comprar
Quando se compra seja o que for, está-se a contribuir para que as empresas possam ter lucros e assim pagarem impostos e lucros aos seus acionistas, favorecendo o crescimento das mesmas.
Com o crescimento existe a necessidade de contratar mais pessoal, aumentando também os salários para os reter, melhorando os rendimentos das famílias. Assim podem continuar a comprar cada vez mais, e a ganhar cada vez mais. Pagam-se mais impostos e a carga fiscal tende a ser mais eficazmente repartida por todos os trabalhadores.
O ciclo vicioso (virtuoso) que é a Economia
Se não se compra, as empresas vendem menos, logo têm menos lucros, logo têm de fazer reestruturações. Assim surge o desemprego, com o desemprego, menor é a capacidade financeira das famílias, redução do consumo, e assim sucessivamente. Afinal as economias dependem muito do consumo das famílias e as famílias dependem da actividade económica das empresas. O ideal seria exportar fortemente, mas isso é o que querem todos os países!
Se existe muito desemprego, a carga fiscal tende a ser mais elevada para quem trabalha para fazer face às prestações sociais dos que não têm a sorte de ter um posto de trabalho. É injusto para todos, uns porque são sobrecarregados em impostos ou outros porque vêem o seus rendimentos caírem. Sair desta situação não é fácil.
Venha o investimento, para contrariar as tendências criadas pela falta de consumo. Poupar pode ser bom, mas também pode ser muito mau.

