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Compra e venda de ouro e outros metais preciosos

alianças de casamentoO negócio do momento é a compra e venda de ouro, na verdade o negócio assenta mais na compra do que na venda. O modelo de negócio é comprar ouro usado a pessoas que têm dificuldades financeiras. Ouro esse de 19 Quilates, o mais comum em Portugal que posteriormente é fundido e refinado (purificado) passando a ter 24 Quilates, o Ouro Puro. O Ouro é depois vendido a bancos e grandes investidores, já que o mercado de ourivesaria não tem capacidade para absorver as quantidades de ouro que estão a ser recolhidas.

Enquanto houver crise e as pessoas enfrentarem situações financeiras complicadas existe espaço para este negócio florescer. Se é verdade que existirá sempre ouro a passar de mãos, este ritmo não será sempre o mesmo, pelo menos ao fluxo actual e no qual assenta este modelo de negócio. As reservas dos particulares vão-se esgotando e aí haverá uma limpeza nesta indústria.

No mapa dos ciclos de indústria este encontra-se em fase de crescimento, assim existem muitos concorrentes que irão desaparecer com o decorrer do tempo e entretanto mais alguns franchisings serão criados.

Alavanca do negócio

O facto do produto deste negócio ser geralmente ouro, já que a maior parte dos metais preciosos não têm grande valor comercial ou volume de transacções suficiente (comparativamente), tem sido potenciado pela recente valorização do metal amarelo reluzente. Assim é muito mais fácil convencer à troca de ouro por dinheiro.

É um bom negócio

As margens desta actividade comercial são generosas, em termos brutos podem oscilar entre os 20 e 25 %, num bem que é quase líquido, já que se converte em dinheiro com muita facilidade, é quase dinheiro já que o valor dos metais preciosos é seguro. A sua utilização é frequente como reserva de valor e protecção de fortunas.

Em condições turbulentas onde a confiança no dinheiro diminui, com perspectivas económicas pouco favoráveis, o ouro assume um papel importante como refúgio para os grandes investidores.

É um mau investimento

Entrar no negócio da recepção de ouro usado, através de um dos múltiplos franchisings pode não ser um bom investimento, pelo menos a médio prazo, já para não falar num horizonte temporal mais alargado. Dentro de 10 anos as pessoas com mais dificuldades financeiras não terão qualquer reserva ou jóias que possam vender, se bem que existirão sempre pessoas a entrar na bancarrota, mas a um ritmo menos elevado. Quando o país iniciar a reviravolta esperada, e entrar num período de crescimento económico a necessidade de recorrer a este tipo de negócio será menos frequente.

Temperatura do negócio

Este negócio está quente, já que tal como acontece com os mercados financeiros, quando são tema de primeira página na comunicação social generalista só pode ser por 2 razões, ou está em baixa ou em alta.

Se já existiam alguns milhares no negócio, outros tantos têm vontade de entrar e facturar com isso. Segundo li, a febre do ouro chegou e tem sido uma corrida às licenças necessárias para operar nesta actividade.

Conclusão

Sempre existiu a possibilidade de converter ouro, prata e outros metais preciosos em dinheiro, seja em ourivesarias ou nas famosas casas de penhor. Até aqui nada de novo, mas com a recente avalanche de novos centros comerciais e onde abundam  espaços especialmente dedicados à compra de ouro será normal um esgotamento do mercado.

Tal como no negócio da mediação imobiliária, a compra e venda de ouro é um bom negócio, mas são negócios de oportunidade (bolhas especulativas), é frequente a criação de uma bolha de crescimento, a verdade é que quando rebentar alguns investidores vão ficar com lojas que não conseguem recolher valores suficientes para pagar os custos de exploração.

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