Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saber mais

Como fazer a selecção entre potenciais investimentos

Como fazer a comparação entre investimentos de forma a tomar decisões mais acertadas e voltadas para os ganhos. Uma das melhores formas para efectuar investimentos com maiores possibilidades de sucesso é seguir uma estratégia pessoal.

Para a criação dessa estratégia podem ser utilizadas muitos elementos para a sua construção, como sejam a rendibilidade potencial, os riscos assumidos, o ciclo económico e os gostos pessoais.

Como comparar rentabilidades

A comparação de rendibilidades deve ter sempre associada uma medida de avaliação do risco, pois historicamente quanto maior exposição ao risco maiores rentabilidades serão conseguidas. Assim cruzar rendibilidade com risco é fundamental. Para calcular rentabilidades de forma simples pode utilizar-se o ROI: Retorno do investimento.

Risco = volatilidade = alavanca

Quando falamos de produtos financeiros o indicador de risco é a volatilidade, pois resumidamente se o valor do activo oscila muito é mais arriscado do que um activo que altera o seu valor em proporções menores. Para medir o risco num negócio empresarial é mais complexo, mas o grau de alavanca utilizados dão boas ideias. Grau de alavanca operacional e grau de alavanca financeira. Resumidamente quanto maior for o grau de alavanca maior é o risco que a empresa enfrenta pois potencia resultados, sejam eles positivos ou negativos.

No investimento directo em imobiliário é mais difícil determinar os riscos que se enfrentam, apesar de existirem indicadores de preços médios por metro quadrado, a verdade é que esta avaliação é condicionada por muitos outros factores, alguns subjectivos: Qualidade de construção, localização, área, estado de uso, tipo de imóvel, etc.

Através da comparação destes 2 indicadores podem encontrar-se oportunidades, ou seja investimentos com rentabilidades semelhantes e com riscos dispares. O ideal é encontrar activos onde a rendibilidade é superior para um nível idêntico de volatilidade. Contudo nunca nos podemos esquecer que: rentabilidades históricas não são garantia de rentabilidades futuras.

Ciclo económico

Historicamente podemos aferir facilmente que existem períodos expansionistas ou de crescimento e períodos de retração ou decréscimo da actividade económica. Os ciclos costumam ter a duração de 7 anos. Com excepção de Portugal onde os ciclos económicos são imprevisíveis e tendem a deitar por terra estudos e teorias económicas. Esta crise já vem desde 2001 e teima em não querer inverter.

Considerandos à parte, aproveitar os ciclos económicos para efectuar investimentos é uma técnica que pode gerar bons retornos. Assim investir nos momentos de queda pode resultar em boas mais valias no futuro. Razões para investir na crise. As oportunidades são muitas vezes decorrentes dos ciclos, pois se a economia retraí gera oportunidades pela quebra do valor de venda dos activos.

Gostos pessoais

Com a parafernália de possíveis investimentos é quase impossível um único indivíduo conhecer e gostar de todas as possibilidades de aplicação de capital. Sendo este factor um pouco perigoso também é o que distingue muitos investidores. Se gosto de imobiliário porque não hei-de investir no mesmo. Ou se gosto de acções porque não hei-de constituir uma carteira com os títulos que mais gosto. Se não gosto de obter rendimentos através de posições, como o Forex porque hei-de eu perder o meu tempo a estudar essa forma de ganhar dinheiro no curto prazo.

Todos os activos são bons investimentos, pois existe sempre alguém que consegue ganhar dinheiro nos mais variados produtos, tudo depende do momento de entrada e de saída. Pode-se investir em tudo, mas tem de se efectuar o investimento no momento certo. Quando investir? É sempre a questão que pode fazer toda a diferença.

Comentários

Os comentários deste artigo estão fechados.