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A percepção do custo. Diferença entre dinheiro e valor.

O valor que se atribui às coisas, não é consensual, o vendedor acha que vende sempre barato e o comprador acha que compra caro! As trocas comerciais são avaliadas com base na escassez, necessidade ou força de trabalho para produzir determinado produto. O dinheiro apenas representa valor.

Quanto vale isto? A arte de avaliar um bem é um processo complexo, pois é circunstâncial. Quando vale um copo de água? Depende, num deserto valerá mais do que ao pé de uma fonte. A necessidade e escassez está intimamente ligado ao valor, conjuntamente com as percepções mentais e psicológicas, valor dos bens de luxo.

O valor económico das coisas

A atribuição de valor em bens transacionáveis onde é o comprador que o define, tem por trás uma estratégia de marketing. Se os artigos de luxo são comercializados por valores muito superiores aos seus substitutos a intenção é criar também exclusividade para os seus proprietários.

Nos bens correntes, também existe planeamento na definição do preço das coisas, a elasticidade dos preços é uma das técnicas para ver até onde se pode ir. A margem bruta das vendas vem da diferença entre preço de venda e custo de produção. Os gestores sabem disso, e assim tentam ganhar o máximo. O que está correcto, visto que o objectivo de uma empresa é maximizar lucros, remunerando os seus investidores.

A percepção do valor das coisas e o respectivo custo não é tão simples quanto se pensa. Aliado ao bem físico ou serviço existe a percepção mental que faz distorcer toda a equação.

Uma marca acrescenta valor pelos atributos que lhe estão associados, seja por se tratar de um bem de prestígio, como o luxo, ou na vertente de baixo custo. Nem todos os produtos e/ou serviços de baixo preço têm realmente um baixo custo.

Nada melhor do que traduzir isto por miúdos.

O valor que alguém está disposto a dar por determinado bem é por vezes injustificável. Quando penso que existem milhares de pessoas que são capazes de dar 2.500 Euros por um aspirador, penso o que levará a tomar esta decisão. Existem aspiradores que funcionam quase sózinhos (irobot e suas imitações) que custam menos de 500 €!

Claro que existem pessoas com muito capital e apenas por gostarem da demonstração ficam com ele. Será que dá estatuto (Status) ter um aspirador de 2500 Euros? Mas quem os compra a prestações, porque o fará? Alguém enriqueceu à conta destes aspiradores, o resto é conversa.

Na minha opinião e para mim, só se justificaria se quisesse criar um negócio de limpezas com base nessa máquina. As máquinas de trabalho profissionais podem custar valores substânciais.

Também da minha experiência pessoal, posso afirmar que pagar 25 ou 50 Euros por uma máquina de pão é extremamente caro, não pelo valor do electrodoméstico, mas sim pela relação custo benefício. Depois do primeiro mês foi guardada na caixa e enviada para a arrecadação (mais um mono que fica a ocupar espaço!).

Antes de comprar é sempre bom pensar se faz efectivamente falta!

Fazer comparações e calcular a relação pode ser acertado

  • Custo/benefício
  • Custo/valor

Tal como na atribuição primitiva de valor, pensar quantas horas terei de trabalhar para pagar este bem. Como valor de referência o Salário Mínimo Nacional fazendo cálculos de merceeiro, 485€ a dividir por 160H mensais é igual a 3 € Hora (não excluindo impostos nem incluindo subsídios). Assim relacionar o preço de um bem que custe 120€ sabe que é o equivalente a 40 horas de trabalho, uma semana de trabalho.

Avaliar bem é o melhor caminho para tomar decisões mais acertadas.

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