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A errar também se aprende

A errar também se aprende, mas nem sempre. Por vezes erramos e não aprendemos nada, se não refletirmos no que correu mal. Afinal onde e porque se errou. É a chamada aprendizagem pela experiência.

Hoje vou falar do meu maior fracasso, a criação da minha empresa. Em 2019, prometo apresentar o negócio que dei origem à empresa. Ainda não desisti completamente da ideia inicial. E este não será decerto o último artigo que vou abordar sobre essa experiência.

Financiamento da ideia

A primeira coisa que interessa saber é que tive de constituir a empresa para aceder a um financiamento com condições vantajosas. A linha microinvest + .

Eu não sou apologista de financiamentos para investimentos. Mas neste caso achei que poderia funcionar como alavanca operacional. Mas não foi assim. Alavanquei apenas as despesas, as receitas nunca aconteceram.

Uma das coisas que vendi para investir nessa minha ideia de negócio. Foi a única moto que comprei nova, com pouco mais de 1200 kms, uma achado para quem a comprou. Não sou muito ligado a bens materiais, mas essa motinha ainda me ocupa o pensamento em várias ocasiões. Provavelmente só a esquecerei quando comprar outra moto nova.

Isto para dizer, que investi na minha ideia o que pude. Não procurei investimento através de outros, se bem que tive em negociações para vender metade da empresa (fica para outro artigo ).

No meio da ideia pouco brilhante (na sua extensão), houve mudança de paradigmas na internet. Apareceram os adblokers (bloqueiam a publicidade nos sites) e tive de lutar com a quebra de receitas publicitárias. Se não fosse isso poderia ter alongado a experiência.

A solução só apareceu depois de fechar a empresa. Partilhei as conclusões neste artigo: Fim do grátis

Dizer uma coisa e fazer outra

Por incrível que parece, neste negócio aconteceu o mesmo que em relação ao investimento domínios, eu dizia um coisa, mas fazia outra. Expus isso no artigo teimosia versus persistência. Aprendi

A minha ideia era construir dezenas de websites, defendo que o melhor é ter poucos sites, para lhes podermos dar atenção. Mas pensei que consegui fazer o contrário. De 50 websites idealizados, já reduzi para 12.  Também aprendi

Só houve 1 coisa que correu mal

Eu considero que sou bom a analisar negócios (negócios alheios). Mas na minha ideia de negócio fiquei cego, por assim dizer. Como sou teimoso (e também persistente) forcei-me a investir mais (deitar dinheiro para cima do problema). O modelo de negócio estava pensado para o passado, não para o presente e muito menos o futuro. Agora é muito mais fácil perceber o que correu mal.

A cegueira associada às nossas visões tem destas partidas.

Olhando para trás, percebo o meu erro principal, bem como os erros que se juntaram.

Ser empreendedor, criar um empresa é algo de mágico. Pensar que podemos fazer algo e depois as coisas simplesmente não acontecem. Aprendi muito com esta experiência, não fosse ter-me ido abaixo um par de meses/anos. Não tinha sido nada de mais, não deixei dívidas a ninguém. Foi uma experiência que me marcou bastante.

Se estou aqui a falar deste meu fracasso é porque já o superei, qualquer dia sou especializado ou expert em fracassos. Tenho uma coleção deles, mas onde me excedi nas perdas foi a mesmo com a história da empresa.

Quando apareceu o 1º PEC para pagar fiquei doido, mas calma! Quando estudei isto em Fiscalidade até concordei com a ideia de um pagamento especial por conta para as empresas. Ter uma empresa é ter um conjunto de responsabilidades e despesas para as quais não estava preparado (apesar de as conhecer).

Aprende-se com os fracassos

Na minha opinião o que interessa mesmo e podermos tentar novamente e quem sabe conseguir concretizar o próximo projecto. As minhas ambições são pequenas, quero passar despercebido. No entanto quero atingir um patamar de conforto financeiro, que me permita uma qualidade da vida sem preocupações.  Também pretendo partilhar aqui no blog as minhas aventuras no mundo dos negócios e investimentos.

Dando ideias sobre o que se pode fazer, e também sobre o que  se deve evitar.

Se tiverem uma ideia de negócio, peçam opinião a várias pessoas (pessoas de negócios). Reflitam muito bem os empreendimentos. Controlem as perdas máximas. Arrisquem se puderem. Pois só quem arrisca se poderá arrepender de o ter feito. Tudo muito bem pensado e planeado. Também podemos sempre mudar e melhorar o que está menos bem.

Olhando para o passado é muito mais fácil perceber o que correu mal. Agora é só fazer diferente.

Posso dizer que já faz parte do passado. Pois tive uma nova ideia de negócio. Um novo negócio está para nascer. Espero que corra melhor que a última “grande” ideia. Vou continuar a tentar criar negócios de sucesso, isso é certo. Posso vir a errar novamente, mas os erros serão certamente outros. Um dia hei-de acertar 🙂

  1. Ivo Sousa diz:

    Antes de mais quero-te agradecer Nuno por todo o conteúdo que vais publicando aqui no teu blog, é sem dúvida um blog com informação muito relevante desde o meu ponto de vista. Por má sorte minha só hoje descobri o teu blog.
    Empreender não é fácil pra ninguém e é importante ter em conta vários aspetos antes de fazer um empreendimento.
    Eu também estou desejo entrar no mundo do empreendimento, no entanto, não é fácil. Não é fácil encontrar alguém com quem possas fazer networking e muito menos ainda para quem reside no estrangeiro.
    Já estou há uma coisa de um ano a lutar para fazer o meu primeiro empreendimento, mas sei bem que para tal preciso ainda muito formação. Formação do mundo digital, que é algo que a mim me apaixona
    Continuo a lutar sempre e espera um dia não perder a energia.

    Cumprimentos Nuno e Votos de Sucesso para os teus projetos,
    Ivo Sousa