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9 razões para criar a sua própria empresa

Constituir uma empresa não deverá ser um sonho, deverá sim ser um objectivo. Existem diversas vantagens em possuir um empresa, vamos abordar as que podem ser consideradas principais. Como tudo na vida existem sempre perspectivas diferentes, assim nada pode ser dado como adquirido pois tudo dependerá do ponto de vista de cada um.

Antes de entramos nas vantagens, importa enquadrar  o termo empresa, pois é diferente ter uma empresa a ter um negócio. Um negócio pode ser desenvolvido por pessoas singulares e colectivas, já uma empresa é uma organização e tem personalidade jurídica própria (seja por Quotas ou Sociedade Anónima), assim fica sujeita ao regime de contabilidade organizada.

Liberdade – Independência face a empregadores

Ter uma empresa altera muitas coisas e de empregado passa a empregador o que faz toda a diferença, tudo muda. Os objectivos passam a estar focados na obtenção de resultados e no aumento da produtividade. Em vez de ser subordinado passa-se a chefia, pode ser chefe apenas de si próprio ou de uma conjunto de pessoas. Ao sermos patrões de nós próprios consegue-se a independência face a empregadores. Somos livres para gerir o tempo e o futuro da forma que se ache mais conveniente. Este passo abre uma porta que pode levar a uma melhoria da qualidade de vida e fazer realmente o que gostamos.

Num emprego temos de desempenhar as funções que nos são exigidas, aqui podem desempenhar-se apenas as tarefas que temos mais interesse. No mercado de trabalho somos confrontados com as vagas disponíveis e nem sempre estas estão alinhadas com o que queremos fazer para o futuro. A adaptação faz-se das pessoas às necessidades do mundo empresarial, numa actividade própria conjuga-se os interesses pessoais com o que vamos desenvolver. Sabendo sempre que podemos contratar através de outsourcing as tarefas ou simplesmente delegar as que não nos dão o devido retorno, seja financeiro ou motivacional.

A única forma de não ser despedido é ser o seu próprio patrão.

Regime fiscal favorável

As empresas gozam de um regime fiscal mais favorável do que as pessoas singulares, basta pensar na taxa máxima aplicada  aos rendimentos empresariais (Imposto sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas, IRC) que  se situa nos 25%, enquanto que o Imposto Sobre rendimento de Pessoas Singulares IRS pode ir até aos 50% (anteriormente até aos 42%).

Também no apuramento da matéria colectável (montante sujeito a imposto) as empresas levam várias vantagens, pois têm um estatuto diferente e podem deduzir custos que são vedados ao contribuinte individual. Basta pensar que as empresas podem deduzir o IVA  pago na aquisição de bens (nem todos), ou na vantagem de poder introduzir prejuízos de anos anteriores.

Riqueza -Rendimento Lucros

Se existe forma de acumular riqueza num curto espaço de tempo uma delas é sem qualquer dúvida através de um negócio empresarial. Com um pequeno investimento pode criar um negócio que gera mais do que se investiu inicialmente. Um negócio pode crescer de forma consistente durante anos ou podem até ser utilizadas técnicas para que os resultados cresçam de uma forma exponencial, sendo a compra de concorrentes um bom exemplo disso.

Olhando à nossa volta percebe-se que as grandes fortunas estão de algum modo envolvidas com alguma actividade comercial. Todos os multi-milionários têm empresas por detrás dos seus investimentos e isso não acontece por acaso.

Potencial de crescimento e evolução

Enquanto que numa actividade por conta de outrem a evolução da carreira está dependente de avaliações e/ou antiguidade, nos negócios esse crescimento assenta noutros pilares, como a visão, a garra, o foco, a determinação, o empreendedorismo ou simplesmente astúcia comercial. O que mais custa é criar a primeira empresa, depois e com os resultados obtidos pode investir-se no negócio por forma a potenciar o crescimento: se for no mesmo negócio, podem comprar-se fornecedores, concorrentes ou se os clientes forem empresas comprar clientes, tomando conta de toda a cadeia de valor do negócio. Pode diversificar e montar empresas relacionadas com esta primeira procurando tirar partido das sinergias obtidas. Se uma empresa pequena pode necessitar de contratar vários serviços, assim que ela cresce pode executar ela mesmo essas funções. Por exemplo a contratação de advogado ou contabilista a tempo inteiro.

Optimização do tempo

A utilização do tempo é feita da forma que se acha mais conveniente. Não perdendo de vista a produtividade, pode criar-se uma estrutura onde com o passar do tempo seja cada vez menos necessária a presença no local de trabalho. Contratando alguém para desempenhar a função permite ter todo o tempo do mundo para desfrutar da vida ou procurar novas oportunidades de negócio. É o empreendedor que faz o seu próprio horário, em certas actividades comerciais pode trabalhar nos períodos onde consegue ter melhor desempenho. Determina o que faz e quando o faz.

Notoriedade

Não que seja muito importante, pois a privacidade por vezes tem um valor bastante grande, embora mais uma vez este facto seja bastante subjectivo. Mas ser reconhecido perante quem nos está próximo é sempre motivo de orgulho. A notoriedade ou visibilidade pública do empreendedor dependerá da dimensão do negócio que conseguir desenvolver, pois a exposição mediática tem uma correlação forte com o sucesso, inovação ou inspiração para outros.

Mesmo num pequeno negócio se consegue uma exposição perante a comunidade local. Se a actividade da empresa for inovadora pode receber vários prémios. Quem empreende tem sempre alguém a olhar para ele, ou pelo exemplo ou pela vontade de copiar o negócio ou conceito. Os empreendedores são fonte de inspiração para os outros.

Contribuir para o desenvolvimento do país

Quanto mais actividade comercial houver mais se desenvolve o país. Uma empresa dá a ganhar a outras empresas muito dinheiro. Qualquer empresa tem de contratar um serviço de contabilidade, ter uma avença com um advogado. Para além de ter de pagar salários e impostos. O desenvolvimento dos países parte sempre da actividade comercial dos privados pois são eles que produzem, que constroem riqueza no fundo que fazem movimentar a economia.

Proporcionar emprego

Não existe nada melhor do que ajudar os outros, neste caso proporciona-se emprego com as respectivas regalias sociais. Sendo um bom patrão terá trabalhadores empenhados e motivados a darem o seu melhor para fazer crescer os negócios da sua empresa. Ajuda-se os outros da forma que estes pretendem se querem um emprego por que não sermos nós próprios a oferecê-lo. Nada melhor do que oferecer aos nossos empregados aqui que desejamos para nós. Quanto mais empreendedores houver a proporcionarem emprego mais cresce a actividade comercial em geral, logo menos impostos para todos. Os outros trabalham e o empreendedor/empresário/investidor é que ganha.

Satisfação pessoal

Ser bem sucedido, ter sucesso, ser reconhecido, pode não ter a mínima importância quando comparadas com a satisfação pessoal. Fazer o que se gosta e ganhar dinheiro com isso tem um valor muito elevado. A satisfação de preparar o futuro para os nossos descendentes. A satisfação de poder ajudar famílias através do emprego criado. A satisfação de ajudar os mais desfavorecidos através de acções de mecenato e patrocínio. A satisfação de atingir os objectivos. A satisfação de ter um propósito de vida. A satisfação de ser independente. A satisfação de ter capacidade financeira. A satisfação de poder ….. Razões para criar a sua empresa não faltam, nem os passos para criar um empresa!

Não existe nada melhor que sermos donos do nosso próprio destino e deixar de estar dependente de outros. Ser trabalhador por conta de outrem pode não ser seguro. Nunca se sabe quando vamos ser alvo de uma reestruturação ou falência (insolvência).

Comentários

  1. Pedro diz:

    Bom dia,

    Antes de mais queria dizer-vos que adoro o vosso site! Parabéns pelo excelente trabalho!
    Uma vez que tenho casas arrendadas, queria pedir-vos se é possível fazerem um artigo sobre criação de uma empresa para gerir o meu património imobiliário. Já pesquisei bastante na net mas só encontrei pessoas com a mesma dúvida.
    Obrigado,

    Cumprimentos,
    Pedro D

  2. Nuno diz:

    Olá Pedro, obrigado

    Ainda não escrevi sobre esse tema porque necessito de aprofundar certos pormenores, para não errar. Por exemplo ainda não sei se pode ser utilizada uma sociedade por quotas ou é necessário ser uma sociedade anónima. Também existe o caso da criação de fundações pessoais para eliminar o pagamento de certos impostos.
    Vou começar o estudo desse tema, e irei escrever um artigo sobre o assunto dentro de alguns dias.
    Votos de sucesso

  3. Marta Cardoso diz:

    Boa Tarde,

    Gostava de saber a quem recorrer (alguma instituição ou algo parecido que seja de confiança para apresentar um projecto) para saber antes de mais se a ideia que tenho é viável. Obrigado e o site é realmente muito bom

    • Nuno diz:

      Olá Marta Cardoso

      Agradeço o elogio

      Sim, existe: iapmei.
      Procurar investimento através do Microcrédito também requer avaliação do projecto.

      Votos de sucesso.

  4. David Rufino diz:

    Excelente artigo!

  5. Ricardo diz:

    Boas, estou prestes a fazer uma sociedade e criar uma empresa, o que aconselharia, ser sócio e ter ganhos só no final do ano, ou sócio gerente com um ordenado mensal, qual a solução mais vantajosa?
    melhores cumprimentos

  6. Catarino diz:

    Meus amigos,
    é interessante ver que ainda há pessoas que partilham os seus conhecimentos e nos aconselham sobre os mais diversos temas, os quais muitas vezes, não encontramos em lado nenhum pessoas capazes de nos tirarem as dúvidas sobre um determinado assunto. Agradeço a todos os que dedicam açgum do seu tempo desinteressadamente em prol da sociedade. Muito obrigados.

  7. Paulo diz:

    Bom dia!

    Antes demais quero agradecer-lhe pelos excelentes artigos que faz. Já sou seu leitor há muito tempo mas é a primeira vez que faço um comentário.

    Eu e a minha esposa vamos abrir uma loja em que vamos trabalhar só os dois. Neste momento estou em dúvida na forma como devo iniciar, uma vez que não sei se devo abrir empresa ou continuar como ENI. A nossa previsão é de ter cerca de 150000€ em vendas anuais com uma margem liquida de 20% (antes de pagar os nossos ordenados). Neste momento descontamos para a segurança social no escalão 1 e vamos estar isentos do pagamento de IVA. Temos 2 filhos, pelo que temos algumas despesas de escola / infantário e saúde.

    Pergunto-lhe o que acharia mais vantajoso economicamente para nós., tendo em conta todos os custos de segurança social e IRS.

    Muitos Cumprimentos

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Paulo

      Obrigado pelo comentário e pelas suas palavras

      Respondendo à questão, a isenção de IVA só se coloca, para facturação anual inferior a 10.000 no regime simplificado de contabilidade, ou seja ENI.
      Assim que constituir uma sociedade (empresa) passa a contabilidade organizada e não existe isenção de iva.
      Existem diversas vantagens em possuir uma empresa, apenas se paga impostos pela diferença entre ganhos e despesas. Ao passo que em ENI pagasse imposto (IRS) sobre 20% das vendas, mesmo que não possua lucros.

      Falar com um contabilista ajuda sempre.

      Votos de sucesso
      Nuno

  8. Vitor diz:

    Bom dia!
    Antes demais quero agradecer por estes excelentes Artigos deste Site que tem um Excelente trabalho e dà Motivação.
    Eu estou para abrir um Restaurante Sel-service e gostava de me informar melhor sobre possiveis vantagens para iniciar o negocio.
    De momento vivo na suissa mas quero realizar o meu sonho que sempre foi trabalhar por conta propia.

    Melhores cumprimentos
    Vitor

  9. Margarida diz:

    Bom dia, Nuno
    Parabéns pela página e pela facilidade com que se entendem as coisas. Custa-me estar a maçá-lo com isto, mas é a última dúvida que tenho em relação a criar uma empresa unipessoal. Comprei um carro em Julho do ano passado, e estou a pagar mensalmente por ele. Constituindo a empresa, este carro pode entrar? No Pacto (retirado dos sites com informação) aparece entrada de bens móveis, ou seja, carro. Mas isto chega para ser a empresa a pagar a mensalidade, revisões, etc.? Muito obrigada
    Um abraço
    Margarida

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Margarida

      Obrigado pelas suas palavras.

      Sim, é possível adicionar o carro à empresa, no entanto se for no acto de constituição terá de avaliar o automóvel. Esta avaliação é realizada através de um ROC.

      Também pode deixar ficar o automóvel fora da empresa.

      A situação mais vantajosa depende do tipo de automóvel.

      Votos de sucesso

  10. M. Elisabete Seabra Duarte diz:

    Sr. Nuno Casimiro, estou preocupada com o arrendamento de um prédio de quatro andares em Coimbra. Ele é das três irmãs, e nas finanças informaram-nos que os contratos têm que ser assinados pelas três, assim como, os recibos das rendas têm que ser passados pelas três, dividindo sempre o valor da renda por cada recibo passado por cada uma, ou seja um terço. Ora isto torna-se extremamente incómodo,pois temos que estar sempre preocupadas com os recibos todas. Existe uma que é a administradora do prédio, será que essa não pode assinar todos os recibos e fazer todos os contratos enquanto estiver na administração? Não haverá uma forma mais cómoda de se resolver o problema relativamento aos impostos, sendo uma somente a assinar? (a administradora?)
    Obrigada.

    • Nuno Casimiro diz:

      Boa noite

      Há empresas que fazem a gestão de arrendamentos.
      Também podem constituir uma sociedade (empresa) para fazer esta gestão

      Votos de sucesso

  11. Manuel Reis diz:

    Bem hajam pelo força e pelo incentivo!
    Pena que muitas das vezes somos travados pelas instituições bancárias, pois consideram de risco pequenos empresários, e facilitam muito mais facilmente um empréstimo a um trabalhador por conta de outrem, quando na verdade deveria ser o inverso!
    Cumpts.