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Poupar com o cartão de crédito é possível

Cartão de créditoMuitos especialistas em finanças pessoais aconselham a não utilizar o cartão de crédito, pessoalmente não concordo com a maior parte das justificações apresentadas. Talvez o único aspecto que aprecie no facto de não utilizar o cartão de crédito seja mesmo a utilização de dinheiro vivo para fazer pagamentos, pois assim temos uma maior percepção do dinheiro que estamos as gastar.

Os meios electrónicos de pagamento desvirtuam as operações, pois é só colocar a quantia e um código. Este tipo de operações tendem a retirar a percepção do valor do dinheiro.

Para fazer pagamentos prefiro efectuá-los sempre com o cartão de crédito ou de débito. O valor da aquisição não me será retirado nesse momento da conta, mas apenas no dia do pagamento do cartão de crédito.

As 2 razões para utilizar um cartão de crédito

Acesso a crédito gratuito, de acordo com o ciclo de vida do cartão este pode variar entre os 20 e os 50 dias, dependerá quando são efectuadas as compras. O crédito é gratuito se se pagar sempre o saldo em divida na totalidade.

Cash Back – Este sim é o elemento que gosto num cartão de crédito e permite poupar. A tradução do termo, diz muito: dinheiro de volta. É mesmo isso, assim por cada 100€ de compras com o cartão será devolvido uma percentagem desse valor. Esta devolução pode ocorrer através de várias formas, cheques de abatimento em compras, colocação do valor num conta poupança e o depósito do valor na conta cartão.

Vantagens acessórias

Ser titular de uma cartão de crédito tem algumas vantagens que não podem deixar de ser evidenciadas, usufruir de taxas de juro menores em empréstimos bancários e uma melhor relação com a entidade bancária e seus colaboradores. Por exemplo um cartão de crédito que reduza 0,01% do spread de um crédito habitação é mais do que vantajoso.

Seguros - Por vezes os cartões de crédito trazem consigo um pacotes de seguros, que podem ser úteis, como a protecção contra extravio do cartão ou uso fraudulento. Os mais completos trazem até seguros de vida.

Dicas pouco interessantes para escolher um cartão de crédito:

Análise da taxa de juro – Não há que analisar a taxa de juro, mas sim pagar sempre a totalidade do crédito do cartão, para assim não incorrer no pagamento de juros. Os juros dos cartões de crédito possuem taxas normalmente altas, mas existem cartões (os ditos premium) que possuem taxas de juro inferiores às praticadas pelo vulgar crédito ao consumo.

Programas de fidelização – Os programas de fidelização permitem usufruir de descontos, mas terá provavelmente de comprar bens ou serviços que muitas vezes nem necessita.  Assim passa a usufruir de vantagens associadas a produtos que estão na sua grande maioria  longe da categorias dos de primeira necessidade. Pessoalmente, esse tipo de descontos está longe de ser interessante.

Status –  Existe ainda quem considere que os cartões de crédito oferecem aos seus utilizadores Status (veja-se o caso do cartão Gold). Eu diria que poderá haver casos em que a utilização do cartão de crédito está mais perto de tirar status do que o conceder, estou a referir-me à sua utilização abusiva ou seja para além das capacidades financeiras.

 Técnicas aconselhadas para retrair as compras

Congele o cartão de crédito. Se é para congelar o melhor é ir entregar o cartão à entidade emissora pois alguém tem de pagar a anuidade do cartão.  Quem paga a anuidade?

Cartões de crédito sem anuidade

Aqui está uma boa publicidade, o problema está nas letras miudinhas do contrato, dos que já li, alguns até me fizeram rir, analisando o preçário do cartão, encontrei abusos do tipo: se exceder o plafond (limite de crédito) dá lugar a uma penalização financeira (custo) de 20€ Só podem estar a brincar com o consumidor mais incauto. Nos emissores de cartões, o mais comum, é após chegar ao limite de crédito o cartão ficar simplesmente suspenso, ou seja, não permite efectuar mais pagamentos até que haja lugar ao pagamento dos valores em dívida.

Na imensidão das cláusulas de um contrato de cartão de crédito um capítulo que nunca dispensa a análise é o preçário, pois é um resumo das operações ou circunstâncias e seus respectivos custos.

Por vezes e para determinados consumidores é melhor não ter cartão de crédito, pois se não têm controlo sobre si próprios e gastam o que não conseguem pagar poderão estar a entrar num terreno perigoso.

O ponto chave para utilizar cartões de crédito é: pagar a totalidade do saldo em divida SEMPRE.


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