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Investir no sector bancário? Sim ou não.

calculadora ao lado de notas de euroO investimento em bolsa através da compra de acções dos bancos é um dilema, pois o valor dos seus títulos está muito longe do potencial valor real. É a velha história do mercado, ou seja a formação de preço está no mercado. Como esta formação é manipulada facilmente por grandes investidores a fundamentação das decisões e do investimento em bolsa torna-se mais complicada.

Se existem alterações no valor de cotação que se justificam facilmente outros há que são puras especulações que em nada credibilizam este tipo de investimento. O short Selling (vender antes de possuir) é uma dessas ferramentas.

Os bancos não necessitam de recapitalização, necessitam sim, que lhes paguem o que lhes devem!

Como os activos das instituições financeiras são também muitas vezes produtos de investimento cotados, estes variam conforme as tendências de mercado. A teia de participações cruzadas entre empresas cotadas, reduz a independência e aumenta o risco geral. Assim basta cair uma empresa participada para quem possam levar outras consigo.

Ter consciência dos riscos a que se está exposto é fundamental.

Fundamentos para investir na banca

A banca é um sector vital na economia, pois é quem financia, através de crédito, seja empresarial ou pessoal. Se não houver crédito às empresas, não existe investimento, logo não existe criação de novos postos de trabalho, pode não haver liquidez para pagar salários e fecham. Se não houver crédito às famílias estas deixam de comprar casas, carros e outros bens de valor elevado, assim outros sectores acabam por sucumbir. Insolvências e desemprego tornam-se ainda mais frequentes.

As movimentações financeiras passam quase sempre por uma instituição bancária, os salários são pagos através de contas bancárias, ora, num situação de extremo aperto, estas instituições podem subir ainda mais o preço das operações bancárias e com isso obter mais proveitos.

Teias de poder e participações trocadas, os bancos possuem posições accionistas fortes em alguns grupos empresariais, em casos extremos poderiam vender esses activos, realizando dinheiro vivo, contudo poderiam deixar essas entidades em fortes dificuldades, ora isso é pouco provável. Mas existe aqui um claro risco.

Razões para não investir

O maior perigo num investimento em bolsa é sem dúvida a falência da empresa cotada, ou até uma nacionalização total do banco pode provocar a perda total do investimento. As instituições são por vezes geridas deficientemente, não querendo alongar este tema, a verdade é que situações recentes, mostram como é fácil fazer falcatruas, sem ninguém dar por nada. Algumas das situações passam por conceder crédito sem as devidas garantias a entidades ou pessoas através de interesses, o que fragiliza as instituições. A liderança de uma instituição financeira é um dos factores primordiais para o desenvolvimento sustentável, quando isso não acontece pode afundar a instituição.

O valor das cotações apesar de estar já em níveis bastante baixos, nada nos diz que não possam baixar ainda mais. O sector bancário está a preços de saldo, mas ainda pode ficar a preços de liquidação. O retorno para quem investir neste sector hoje  pode ocorrer só dentro de alguns anos.

Os bancos não podem ir à falência

Podem ir alguns, mas nunca todos. Seria uma catástrofe, aliás a Irlanda recorreu a ajuda externa para salvar o sector bancário, pois este é o motor da economia e o elo de ligação entre detentores de poupanças e investidores, normalmente empresas, com o acesso impossível ao crédito. Todas as actividades comerciais vão cair, seja pela falta de meios financeiros próprios seja pela impossibilidade de vender aos clientes através deste mecanismo facilitador de aquisições.

Análise pessoal da situação

Não nos podemos esquecer que a banca em Portugal não é responsável pelo endividamento excessivo de famílias, empresas ou Estado. Quem contraiu esses financiamentos é que não soube actuar com responsabilidade.

Não existem inocentes. Somos todos culpados

É verdade que a banca atribui crédito que provavelmente não deveria ter concedido, contudo, eu recebo várias vezes cartas de instituições de crédito (crédito fácil) onde é só assinar para ter acesso a fundos, é esse o negocio dessas instituições, EU é que tenho de ter capacidade de analisar se essas propostas são vantajosos e se aceitar de me comprometer com o pagamento das prestações desse crédito. Eles apenas querem vender o seu produto (dinheiro), o que não tem nada de errado, errado é aceitar se não tem capacidade para assumir as responsabilidades financeiras.

A febre das casas de férias, provocou provavelmente muito endividamento excessivo. Eu também queria ter uma casa de férias!

Um outro aspecto que acho curioso é quem condena e critica os bancos está muitas vezes altamente endividado, eu diria que antes de estar a criticar pague as suas dividas, pois ajuda mais!


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Comentários

  1. Hugo Gonçalves diz:

    Não nos podemos esquecer que a banca em Portugal não é responsável pelo endividamento excessivo de famílias, empresas ou Estado. Quem contraiu esses financiamentos é que não soube actuar com responsabilidade.

    Não me faça arrepender de algumas vez me ter interessado no seu site… por favor, pense bem no que escreve. A maioria das pessoas não entende minimamente o que são a contracção de empréstimos e consequências dos mesmo no curto/médio/longo prazo e por essa razão recorre às instituições bancárias que lhes fazem uma lavagem ao cérebro com palavras bonitas e as engana.
    Esteja com fome, e apresentem-lhe uma maçã… que depois de morrer eu vou lá perguntar se não teve o discernimento para perguntar se esta estava envenenada.

    nota: O capitalismo é um sistema económico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos
    é claro que conhece isto e portanto tudo é feito com o intuito de ganhar dinheiro… seja a que custo for.

    obviamente todos temos direito à nossa própria opinião.

    abraço

  2. Nuno diz:

    Olá Hugo
    Agradecido pelo seu comentário

    Não vou contrapor, apenas vou referir que eu gostava de ter um iPhone e não tenho. Gostava de ter uma casa de férias, mas não tenho. Enfim um série de coisas que eu até podia ter, mas tenho.

    Cada um tem de saber o que é melhor para si. E conhecer a sua capacidade financeira. Acho que é o mínimo.

    Votos de sucesso

  3. Pedro diz:

    Eu o que posso dizer é que um povo sem cultura financeira já mais pode ser culpada de alguma coisa sobre o tema endividamento, quem tem o saber deve partilhar por forma a quem contrai empréstimos saber com o que conta e de certeza que a banca nunca teria vendido tanto dinheiro. O aliciamento ao crédito antes de ser dos pontos de venda para a compra dos artigos foi estimulada pela industria financeira. Se eu perguntar a um cidadão o que é juros compostos “é um burro a olhar para um palácio”. Segundo a religião toda a taxa de juro a cima de 3% é imoral, aproveitamento lucrativo de um bem de todos, um banco é formado por concentração de capital de todos que volta a ser distribuído em menor quantidade. Se todos fossem tirar o dinheiro do banco este tinha negativos pois gastou dinheiro em taxas custos Operacionais etc logo fica com menos capital, o subjacente para ser rentabilizado vai ter que tirar a outro banco para entrar neste. O dinheiro é como água se dividirmos ele por todos temos um copo de agua para sobreviver um ano, o resultado seria a morte. A concentração de riqueza leva à criação de bens em menor quantidade aumentado o PIB logo mais moeda.