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Investidor/empreendedor versus consumidor

avaliarNão é fácil agradar a todos, o ponto de vista como olhamos para determinada situação pode ser facilmente alterado bastando para isso mudar de lugar aquando da observação. Assim produzir ideias para poupar pode ir um pouco contra certas actividades comerciais. Enaltecer determinadas actividades comerciais podem nada ter a ver com poupança.

Se um investidor ou empreendedor pretende ganhar dinheiro terá que vender algo, ora para melhorar as margens de lucro não poderá vender a baixo preço ou em alternativa teria de vender em volume. A pressão dos custos baixos sempre existiu, mas só vendendo mais caro ou produzindo e vendendo em grandes quantidades se podem ganhar valores consideráveis. Curiosamente quem pretende poupar ao máximo tenta por outro lado fugir aos bens que podem custar mais caro, criando-se assim um paradigma.

Separação de personalidades

A solução passa essencialmente por não pensar muito nos aspectos de poupança quando se fala sobre negócios e quando se fala sobre poupanças deixar de lado a temática dos negócios. Produzir opiniões totalmente isentas nem sempre é fácil, pois se por uma lado somos empreendedores por outro lado todos somos também consumidores.

Por exemplo: na análise do negócio de comercialização de produtos naturais, deixei transparecer demasiado a minha opinião como consumidor, no que resultou num artigo de certo modo pouco isento. Isso tem-me levado a pensar muitas vezes nesse texto em particular e em reformulá-lo.

A solução simples

O método mais fácil para acabar com as incoerências, seria não abordar a temática da poupança, contudo esse é um tema essencial para poder investir, sem poupanças não há investimento. Poupar é o primeiro passo para investir ou para ganhar capacidade financeira para empreender. O tema da poupança é por isso um tema fundamental. A captação de leitores interessados na poupança também é interessante, pois é quem poupa que poderá investir.

Poupar é importante

Poupa-se no início, para construir património e só após de ter fontes diversificadas de rendimentos e de atingir a independência financeira é que se poderá desfrutar do dinheiro e não pensar tanto em poupar. Desfrutar do dinheiro mas sem estragar ou esbanjar.

Dilemas

Um outro aspecto que por vezes deixa as pessoas confusas é o facto de querem comprar no comercio tradicional e por outro lado se optarem por comprar num hipermercado os bens custarem um pouco menos. Parece um beco sem saída, neste caso em particular e como os grandes compradores (hipermercados) asfixiam os fornecedores com o seu enorme poder negocial, destrõe-se toda a produção nacional e por uns centimos trocam fornecedores portugueses por estrangeiros. É tudo uma questão de números! Ao comprar nestes espaços poupam-se uns centimos e ao mesmo tempo destrõem-se empresas, postos de trabalho, a agricultura e industria nacional.

É assim que se criam os monopólios, que os consumidores tanto detestam e que os investidores adoram.


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