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Pode-se ganhar dinheiro com jornais gratuitos

O negócio da venda de publicidade é bastante atractivo e dá suporte a várias actividades comerciais, nomeadamente a comunicação social. Pode-se entrar neste mercado de várias formas, sendo a imprensa escrita uma delas.

Todos sabemos que os jornais estão a morrer lentamente, já que com as novas tecnologias são cada vez menos os que compram jornais, pois têm acesso à informação gratuitamente. A especialização das edições foi a primeira estratégia para conquistar leitores, depois viram os brindes e incentivos à compra, seja jornais ou revistas, que vão deste o simples filme DVD, ao copo em cristal, faqueiros de cozinha colecionáveis e até garrafas de vinho! Como que isto não fosse bastante ainda surgiram os jornais gratuitos para o leitor. Se o leitor não compra então o melhor é oferecer.

O modelo de negócio de um jornal gratuito é bastante simples: ganha-se dinheiro com a publicidade impressa. Ou seja, as vendas de publicidade têm de cobrir todos os custos do jornal.

Pontos chave do negócio

Um jornal gratuito deve ter custo de funcionamento muito reduzidos, assim a equipa editorial deverá ser mínima.  Reportagens aprofundadas, repórteres deslocados não fazem parte destas redações. A ideia é reciclar notícias de outros meios de comunicação social, seja com utilização da agência Lusa ou através de parcerias com empresas de media.

Um ideia que pode ser muito bem aproveitada e que gera sempre notícias é contactar departamentos de relações públicas incentivando-os a participar com artigos de opinião. Quem diz relações Públicas, fala também com profissionais das mais variadas areas que tenham interesse para o público a escreverem artigos de opinião a troco de visibilidade pública. É uma estratégia win win, o jornal ganha conteúdo e o profissional ganhar mais visibilidade, logo mais clientes.

Existem várias rúbricas a ter em consideração, pois será sempre necessário recorrer a vários serviços externos. Encontrar a gráfica que faça o melhor preço para impressão ou encontrar a forma mais económica de fazer a distribuição do jornal são factores a ter em conta, já que representa um fatia considerável das despesas fixas. No caso de ser um pequeno negócio com um jornal regional semanal, pode-se considerar a distribuição própria, se for mais alargado terá de recorrer as empresas de distribuição ou criar as condições para o jornal chegar aos leitores. A colocação de pessoal junto de semáforos, entradas de metro ou comboio, paragens de autocarro são das mais utilizadas, mas envolvem os seus custos.

Outro factor chave neste negócio é a venda de publicidade. A tabela de publicidade para colocar em vigor deverá ter sempre em conta a tiragem do jornal, e o público alvo. Afinal quem são os leitores do jornal e quem se interessará em anunciar nas suas páginas os seus produtos ou serviços. É vital ter comerciais com proactividade para poder suportar financeiramente o projecto. São as vendas de publicidade que suportam todos os custos.

Resumindo: para criar um jornal gratuito deverá ter-se em consideração:

  • Custos de exploração reduzidos (para todas actividades comerciais)
  • Venda de publicidade (motor do negócio)
  • Impressão e distribuição (provavelmente um serviço contratado)
  • Equipa editorial ( fontes de informação externas, parcerias e artigos de opinião)

Jornais locais ou regionais  versus jornais nacionais

Quanto mais segmentada for área de actuação mais fácil será vender a publicidade, se um jornal regional não terá muita dificuldade em encontrar potenciais anunciantes nas zonas industriais e comerciais desses ter territórios, um jornal de âmbito mais alargado precisará de ter anunciantes de maior escala, com maiores possibilidades financeiras, o que poderá será mais difícil conquistar. Neste último caso, o esforço passará por contactar as agências de meios e de comunicação dando a conhecer as vantagens de anunciar no seu jornal.

Existem leitores para jornais gratuitos?

Quase todas as pessoas aderem ao grátis. Mas nem sempre, se o modelo de negócio se baseia na gratuidade para o leitor, não quer dizer que seja interessante lê-lo. O teor informativo nunca deve ser descurado. Até porque já se recebe bastante lixo nas caixas do correio. Nunca se deve descurar a qualidade.

A ter em consideração o jornal gratuito diário desportivo teve um vida muito curta, nasceu a 8 de Janeiro de 2007 e fechou a 15 de Julho do mesmo ano. Apenas 2 hipóteses se levam: não conseguiram vender publicidade ou não conseguiram ter leitores. Pelo menos a um nível aceitável.

Outra tendência, pode ser vista nos jornais regionais, as publicações com menos poder (tiragem) podem “atacar a concorrência” com a gratuidade, foi isso que aconteceu com o jornal regional menos lido em Castelo Branco, o Jornal Povo da Beira, era o mais recente e não se conseguiu afirmar (bater a concorrência), ao passar a ser grátis garantiu pelo menos mais uns anos de sobrevivência. Claro que deve ter havido uma reestruturação para diminuir custos, nomeadamente na vertente editorial.

É possível ganhar dinheiro com o negócio dos jornais gratuitos e começar a facturar através da venda de publicidade, basta conseguir os leitores.