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Fuga de capitais ou saída de capitais

A expressão fuga de capitais está muitas vezes associada à retirada ou saída de capitais de um país para outro e aparentemente tem uma conotação negativa. Pode parecer sinónimo de crime, contudo a fuga de capitais é uma expressão que nem deveria existir pois o que se passa  realmente é  uma movimentação de capitais e isso nada tem a ver com fuga aos impostos ou fuga a outra coisa qualquer.

Não podemos confundir a fuga de capitais com branqueamento de capitais, pois a última é um processo para legitimar a posse de capital proveniente de actividades ilegais.

Porque não existe efectivamente fuga de capitais:

  • Existe liberdade para mudar de residência
  • Existe liberdade para emigrar
  • Existe liberdade para vender
  • Existe liberdade para comprar
  • Existe liberdade para constituir empresas em muitas partes do mundo
  • Existe liberdade para fazer transferências de capitais

As condicionantes e barreiras de movimentação de pessoas e capitais foram abolidas há algum tempo na maioria dos países, capacitando desta forma as pessoas de mais alternativas. Ninguém impede ninguém de escolher um novo país para viver.

Liberdade

Nada impede alguém de vender tudo o que possui num determinado país e mudar-se para outro. Pode considerar-se fuga ou libertação face a uma situação desfavorável para o individuo.

A carga fiscal elevada pode potenciar a quem tenha património considerável a transferi-lo para outras paragens e quanto a isso ninguém pode fazer nada. A ideia de tributar o capital e as grande fortunas só leva a perdê-las, é melhor 20% sobre os rendimentos de alguns milhões do que 25% de zero.

Menos pode ser mais

Pode parecer uma conta simples, mas a maioria das pessoas não percebe, que quem tem fortunas, tem também conselheiros financeiros que ajudam a conservar e multiplicar o seu património. Criar uma residência fiscal num país é extremamente fácil especialmente para quem possui dinheiro.

No capítulo dos investimentos e na tributação do património só quem possui pouco património ou reduzidos rendimentos vê as suas possibilidades reduzidas pelo custo associado a tais operações. Ou seja, não lhes compensa o custo para realizar investimentos em outras paragens ou efectuar operações em outros países.

Opinião pessoal

Por isso, na minha opinião deixem andar as grandes fortunas descansadas e os milionários, pois assim ainda vão pagando alguns impostos por aqui. O ideial era criar um regime fiscal menos desfavorável para milionários, podia ser que viessem para Portugal grandes fortunas, seus proprietários e o seu consumo. É a velha história é melhor receber uma pequena percentagem de muitos milhões do que uma grande percentagem de poucos milhões.

Tributar é fácil, deslocalizar o capital é ainda mais fácil.


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