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Amortizar ou Investir? Qual a melhor opção?

A comparação entre estes 2 actos de gestão do dinheiro surge em muitos lares portugueses e existem dezenas de opiniões sobre o assunto. Para uns o melhor é amortizar os créditos enquanto que para outros é melhor investir, mas até pode ser melhor não fazer nada e deixar o dinheiro numa conta à ordem ou a prazo renovável por pequenos períodos, 30 dias, 90 ou 180 dias.

Amortizar créditos

Em teoria nunca se deve amortizar créditos, exceptuando os casos em que as taxas de juro que estejam a ser cobradas sejam elevadas. No caso de um crédito habitação, não existe muita justificação para fazer uma amortização, se as prestações cobradas estão dentro de um valor mensal aceitável . Se isso não acontece, pode-se pensar em amortizar parte do crédito, mas nunca na totalidade. Já em relação a outros tipos de crédito podem ser tomadas decisões diferentes.  Tudo dependerá da taxa de juro a que contraiu o empréstimo.

Amortizar créditos é um processo que não cria património, reduz apenas responsabilidades finaceiras, para criar património pode-se recorrer  ao crédito. Para a compra de casa própria é quase obrigatório, afinal poucos são os felizardos que a podem comprar a pronto. Este tipo de crédito cria património, pois possibilita a compra de um bem com valor para o futuro (regra geral).

As dívidas de cartões de crédito devem ser liquidadas o quanto antes, pois normalmente o custo desta forma de obtenção de capital são elevadas. É comum serem praticadas taxas de juro acima de  20%.

Investir

Investir é sempre uma atitude inteligente se for bem planeado com diversificação de risco e com medidas para proteger o investimento, nomeadamente com recurso a  seguros caso eles existam.

Para compensar investir ao invés de amortizar um crédito é necessário obter um rendibilidade livre de impostos superior à taxa de juro do empréstimo. Assim só a análise das dívidas pode ditar a melhor escolha.

Investir é a melhor forma para aplicar dinheiro disponível, mas é necessário conhecimento onde se investe e ter sempre noção dos riscos que enfrenta, pois quando se investe pretende ganhar-se dinheiro, não perde-lo.

Não fazer nada

Em alturas de maiores turbulências na sociedade e nos mercados, e em que a economia pode passar por um período de estagnação ou o próprio possa ser afectado por uma situação de desemprego involuntário, talvez a melhor decisão seja manter alguma liquidez, criar ou reforçar o fundo de emergência financeiro.

Um exemplo prático

Uma família tem em dívida ao banco, através de um  crédito habitação, 100.000€, por sorte saiu-lhe 100.000 no Euromilhões, na gestão deste encaixe financeiro surge a pergunta, o que fazer ao dinheiro?

  1. A primeira possibilidade é amortizar o crédito e acabar com a prestação mensal.
  2. A segunda possibilidade, é comprar um casa de férias de 100.000.
  3. A terceira opção mais comum é investir esse dinheiro na tentativa de obter um rendimento equivalente à prestação da casa, assim este rendimento iria pagar as prestações mensais do crédito. No final iria ter uma habitação paga e 100.000 a render.
  4. A quarta opção poderá ser um mix das opções apresentadas como por exemplo: amortizar 50.000 e investir a outra metade. Mas a criação de património não será maximizada.

Cada um deve fazer o que achar mais adequado para o seu caso.


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