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Agir. Ir à luta, pode fazer a diferença.

não-desistirHoje vou contar uma história sobre mim, sobre o meu passado, que apesar de humilde me orgulho bastante. As minhas vivências davam um livro, cada um de nós tem uma história para contar. Assim resolvi expor 3 histórias pessoais para que me possam conhecer melhor e também para que possa motivar alguém embora não seja certo que consiga.

Por vezes é mais fácil ficar a lamentar-nos do destino e a criticar tudo e todos do que arregaçar mangas e ir à luta. Quase tudo depende de nós próprios.

A segunda história que gostava de partilhar, foi a busca por trabalho remunerado na minha juventude. Isto foi há 23 anos, tinha eu 14 anos. Sim, eu comecei a trabalhar aos 14 anos (1991) e a melhor parte, foi porque quis e os meus pais na altura não me contrariaram, pois era essa a minha vontade. Assim resolvi trabalhar na construção civil nas férias grandes da escola.

A minha primeira história foi a minha aventura pelo mundo online: começar a ganhar dinheiro na internet

A razão porque queria trabalhar

O meu objectivo era muito simples, queria ganhar o meu próprio dinheiro. Pretendia comprar umas roupas novas, queria ter algum dinheiro para mim. Por falar em roupas, no passado e quando era jovem, usava muita roupa que “herdava” do meu primo Rui, daí a minha ambição de comprar alguma roupa boa, roupa de marca. Sempre fui apologista de ter poucas coisas, mas ter coisas boas.

O que é que eu fiz

O primeiro passo foi percorrer as várias obras que estavam a decorrer e falar com o patrão para ver se me conseguia arranjar qualquer coisa para eu fazer, eu nunca tive medo de trabalhar :-)

Na primeira obra necessitavam de um estucador, eu só daria um aprendiz de estucador, acabei por não ficar. Penso que na obra seguinte obtive logo uma resposta positiva, servente de construção civil. Perfeito. A ideia era trabalhar 9 horas por dia, 6 dias por semana. Trabalhei logo 3 dias, antes de saber o salário.

Por 2 ou 3 ocasiões, comecei a trabalhar sem saber qual era o valor que iria receber. Retribuição através da avaliação de desempenho.

O meu primeiro salário

Os pagamentos eram semanais, assim o meu primeiro recebimento era o pagamento de 3 dias. Assim ao fim do 3 dia, recebi 4500 Escudos, ou seja, cerca de 22,50 Euros (150 escudos/hora) (valor não corrigido pela inflação). Na 2ª feira seguinte não fui trabalhar, valores mais altos falavam, fui matricular-me na escola para o ano seguinte, passei pelo local de trabalho (a obra) e negociei logo o meu salário, por menos de 250 Escudos à hora, não conte comigo. Foi necessário coragem, negociar logo após 3 dias. Resultou, consegui convencer o homem que eu trabalhava bem.

A minha técnica foi simples, e sempre foi a mesma, dar o meu melhor e resultou. Trabalhei todas as férias para esse contrutor civil. Quem me conhece sabe que eu sempre fui bastante franzino, não foi fácil trabalhar 3 meses no duro. Mas no fundo é uma boa recordação que tenho, a minha garra para vencer não é de hoje. A história dessa minha negociação, ainda hoje me faz sorrir. Um miúdo com 14 anos a negociar com um homem de 35 :-)

 Outros trabalhos que tive

Desde tenra idade que trabalhei na agricultura aos 12 , aos 13 já andava com o trator, era uma alegria, não era trabalho, cheguei a  fazer lavouras aos fins de semana, com o trator do meus avôs, para outras pessoas e a ganhar dinheiro com isso. Foi a minha primeira ideia de negócio, prestar serviços de lavoura e afins.

De recordar que eu estudei sem interrupções até ao 12ºano, trabalhei todas as férias a partir daí, e o rol é extenso. Construção civil (andei em andaimes com 12 metros, com as pernas a tremer),  fui para as  vindimas, aos 16 anos estive na apanha do tomate em Almeirim, que aventura, um mês a cozinhar para mim.

Até aos 18 anos, fartei-me de trabalhar, cheguei a trabalhar nos quinze dias de férias da Páscoa. Servi às mesas, pintei portas, até na colocação de carris e protecções da linha  de comboios eu andei. Incluindo ainda limpeza de valetas, trabalho para uma junta de freguesia (há 20 anos, recebi o equivalente a 30€ por dia).

Para finalizar a já longa lista de actividades, também andei na tiragem da cortiça (1 temporada) e andei com uma moto-serra nas mãos a cortar eucaliptos mais de 1 mês. No próximo episódio da minha vida, vou expor o meu primeiro emprego, sim a história de hoje foi sobre trabalho no duro, a próxima é sobre determinação, eu fui trabalhador estudante durante ano e meio.

A lição a tirar

A minha história de pouco ou nada vale, apesar de ter muito orgulho na minha história de vida e nos desafios que ultrapassei, mostra apenas que as coisas não acontecem por acaso, é necessário ter vontade que as coisas aconteçam ;-)

O que eu gostava que ficasse deste meu artigo é que sem ir à luta, tentar, negociar, palmear estrada não se consegue nada.  O não é certo à partida, o sim é uma possibilidade. Sem tentar nunca se sabe no que poderia resultar.

Todos estas ocupações foram conseguidas a falar directamente com as pessoas responsáveis. Olhos nos olhos. Nos trabalhos indiferenciados é assim que funciona muitas das vezes.

Ter iniciativa e objectivos é essencial para conseguirmos atingir as nossas ambições. Ter um rumo, ter metas.

Termino este artigo com um frase que considero que me ajudou bastante a ser quem sou hoje, sem saber o custo do trabalho não se consegue dar realmente o valor ao dinheiro. 


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Comentários

  1. alfredo alves diz:

    Olá

    É engraçado como temos uma história muito semelhante. Também comecei a trabalhar com 12, 13 anos, também na construção civil, entre outros mas sempre a estudar até ao 12º ano. Hoje sou licenciado mas sei o valor do dinheiro e o preço das dificuldades financeiras. As coisas nunca foram fáceis mas assim têm mais valor.
    Cumprimentos
    alfredo alves

  2. Paulo Almeida diz:

    Gostei deste artigo. Parabens, apesar de ser simples , pode mostrar a garra e o desempenho futuro de um Homem. Tambem comecei assim, aos 12 anos comecei a ganhar os meus primeiros trocos , na apanha da fruta numa quinta em Viseu. Mostrei o meu total desempenho e o meu ordenado foi igual ao de um Homem adulto.A partir dos 13 anos aproveitava sempre as ferias de Verao, Pascoa e Natal e trabalhava na construcao civil com os meus tios. ( Ate a minha passagem pelo ensino superior e acabado, fiz trabalhos de construcao civil, serrelharia, electricista, ajudante de topografo,manutencao de maquinas industriais, tirei um curso superior. Fui responsavel maximo de 2 empresas do ramo alimentar ( Empresa de vinhos, no qual foi a empresa do ano, e ganhou varios premios de excelencia. E numa empresa de lacticinios, tambem ganhou alguns premios) Isto foi a minha passagem em Portugal. A 7 anos para ca estou na Suica no ramo de Hotelaria, com a ideia de mais 3 a 5 anos ser Director de um grupo Hoteleiro.
    Observacoes: tenho dado erros, pois este teclado è Alemäo.
    Gosto de ver os seus artigos
    Paulo Almeida

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá Paulo

      Obrigado pelo seu comentário.
      Na Suiça ganha-se bom dinheiro :-)
      Mas porque não empreender em Portugal?

      Votos de sucesso

  3. Adelle diz:

    Olá
    Realmente a sua historia é muito bonita, gostei muito, lendo isso ate parece eu quando ficava sempre inventado trabalho para fazer para ver se arranjava algum dinheiros próprio,já tive iniciativa de ter o meu próprio negocio e gostei muito alcancei o meu objectivo fiquei muito satisfeita com isso. E agora tenho outros planos de negócios.

  4. Rodrigues Manuel Burica diz:

    Caríssimo amigo Nuno Casimiro, lí o teu artigo é tão impresionante, não é só na Europa aonde existem estas pessoas empreendedora, uma veia de trabalhos injénus, nós cá na África(Angola) tambem temos este tipo de pessoas, poucas mas existem assim como eu. Se poder falarmos mais, manda um link para uma parceria e aumentarmos os nossos negócios. Aquele abraço.

  5. Maria Celeste Fenandes diz:

    Olá

    Preciso da tua ajuda , estou abrir uma empresa de frio e preciso muito de clientes e divolgar a minha empresa como faço?

  6. MNunes diz:

    Lembro que 4.500$00 em 1991 equivale a 42,60 € aos preços de hoje,

    procurar um conversor cuja funcionalidade permite converter um determinado montante (em euros ou em escudos) de um ano em preços de 2013, utilizando os deflatores de consumo privado “base 2006″.

    Trata-se de transformar os valores a preços correntes (ou nominais, com inflação) de um determinado ano em valores a preços constantes (reais, sem inflação) de 2013.

    fonte: http://www.pordata.pt/Portugal

    • Nuno Casimiro diz:

      Olá MNunes

      Obrigado.
      Acrescentei que o valor não tem em conta a inflação

      Votos de sucesso

  7. Faro Algarve diz:

    Deve-se sempre lutar pelos seus objectivos!
    Parabéns por ser das poucas pessoas que têm força de vontade :)

    Animaris Faro Algarve Portugal

  8. Luzia Botelho diz:

    Boa noite!

    Gosto do seu site, leio sempre que posso.

    Parabéns

  9. armando garujo diz:

    Acabo de acessar o seu site,achei muito encorajadora a sua historia,sou africano (mocambique) e passei por dificuldades semelhantesas tuas,agora pretendo abrir um negocio…mais nao sei por onde comecar por favor ajude me…