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Afinal o que é o dinheiro? Moeda ou valor.

Todos queremos mais dinheiro. Mas afinal o que é que ele é? O dinheiro é um meio de troca. O dinheiro não existe por assim dizer. Existe é valor associado ao mesmo. No dinheiro físico,  cada moeda ou nota representa um valor, que pode ser utilizado em troca de um bem ou serviço. Se antigamente cada papel moeda representava a porção do seu valor em Ouro, hoje apenas existe confiança que será aceite universalmente e que pode trocá-lo em qualquer lugar.

A diferença entre dinheiro e moeda

  • Dinheiro representa moeda (confiança que se pode trocar),
  • Moeda é valor (moeda de troca), tudo o que tem valor.

O dinheiro é moeda de troca e representa um determinado valor. A sua utilização é consensual e universal. As moeda é fiduciária, ou seja o valor é garantindo através de entidade, Banco de Portugal ou Banco Central Europeu. Fidúcia é confiança.

As origens do dinheiro

A sua origem está no fundamento que não somos auto-suficientes. Necessitamos de coisas que não conseguimos produzir por nós próprios. Os nossos antepassados trocavam batatas por laranjas, batatas por azeite nas proporções ditadas pela lei da procura e da oferta. Se pouca gente tinha batatas estas eram valorizadas pois eram um recursos escasso, logo poderia ser necessário trocar 2 ou 3 medidas (peso ou volume) doutro bem  para ter este produto. Aliás é  o que ainda hoje acontece, sendo o mercado (bolsas de valores) o local onde se encontra a procura e a oferta ajustando o preço  e testando os limites pelo que existe no mercado.

A personalidade do dinheiro

Confiança no valor da moeda é o que possibilita a sua circulação. Esse valor é que o dinheiro e é ele que é utilizado para efectuar as trocas comerciais. O valor facial não se altera apesar do dinheiro poder perder valor pela inflação e pela emissão de nova moeda papel. Vejamos um exemplo, antigamente bebia-se um café por 80 Escudos (40 cêntimos de euro) hoje esse mesmo café custa 60 cêntimos, quer isto dizer que o seu valor se  alterou ou seja o dinheiro (moeda) perdeu valor.

A palavra salário provém de sal, sal como bem escasso no passado era muito valorizado, sendo por isso utilizado como meio de troca. A escassez ou raridade da substância pode transformá-la em dinheiro (moeda de troca).

O valor contido no dinheiro

Se as moedas tinham o seu valor pois continham o metal que dava o valor (ouro, prata, níquel, bronze), as notas sempre foram representativas do valor, já que o seu papel pouco ou nada vale (tanto se imprime uma nota de 100 Euros como um de 500€, no mesmo pedaço de papel, já o valor é 5 vezes superior.

O trabalho também pode ser moeda de troca

Existem ainda trocas directas que se podem fazer sem ser necessário o recurso ao dinheiro, refiro-me aos bancos de tempo, assim cada um disponibiliza o seu tempo para fazer algo a alguém e essa outra pessoa retribuirá com algo que o primeiro não saiba fazer. Por exemplo um mecânico faz a reparação de um automóvel e o proprietário do carro pode pintar a habitação do mecânico. Neste caso pode-se dizer que tempo é dinheiro.

4 cenários que influenciam o valor do dinheiro

  1. A hiperinflacção transforma o dinheiro em papel sem valor. Retirada de valor por perda de confiança. Solução comprar activos imobiliários ou fazer reserva de ouro ou moeda estrangeira.
  2. A inflação retira valor ao dinheiro. É preciso mais dinheiro para comprar o mesmo.
  3. A deflação valoriza o dinheiro. Com menos compra-se mais.
  4. Estagnação. O valor do dinheiro mantêm-se.

É pelo exposto que apesar de todos pensarmos em ter mais dinheiro, na verdade queremos é mais riqueza. Pois riqueza é algo relacionado com valor, que vale. Dinheiro é tudo o que puder ser utilizado como meio de troca.


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Comentários

  1. Pedro Silva diz:

    Gostava só de fazer um seguinte comentário para complementar o último parágrafo ou pelo menos abrir um pouco o debate sobre isso. De facto procura-se ter mais riqueza, mas não de deve descurar ter mais dinheiro.

    Se esta crise nos ensinou alguma coisa é que é necessário manter certos níveis de liquidez . Para além de se poder investir de forma mais proveitosa a médio/longo prazo, aproveitando a desvalorização de activos financeiros por exemplo ou negociar imóveis com outra força, permite que não se viva situações de sufoco financeiro.

    Escolhi dois casos opostos.

    Warren Buffett. Atendendo aos elevados níveis de liquidez investiu em baixa esperando obviamente que os investimentos valorizem com a retoma económica, sem liquidez, dinheiro, isto não seria possível, porque mesmo tendo acesso a financiamento externo nunca seria na totalidade do investimento pretendido, impedindo-o de criar mais riquena num futuro próximo e até mais dinheiro, porque acredito que ele realize mais-valias promovendo novos investimentos.

    Para caso oposto, quem não se lembra da célebre frase, “Só perco quando vender e só ganho quando vender.” do Joe Berardo? É que sem liquidez ou acesso a financiamento vai ser necessário vender em baixa e realizar menos-valias, o que no caso do Joe teria sido desastroso para ele.

    Esta situação verifica-se principalmente quando se é pequeno ou médio investidor, que em momentos de aflição lá se recorre ao património, desvalorizado, para pagar simplesmente as contas ou para honrar compromissos assumidos com a banca.

    Riqueza permite-nos assegurar o nosso futuro a médio e longo prazo, mas a liquidez é que suporta o imediato. Ambas são necessárias na medida certa. Tal e qual um Balanço duma qualquer empresa, já que muita vez o património não é possível transformar em dinheiro a tempo e horas necessários ou pelo valor pretendido. E quem vende à pressa geralmente vende mal.

    P.S: Desta vez se me ligares a perguntar se sou eu, já sabes que sim. Um abraço.

  2. Nuno diz:

    Olá Pedro
    Obrigado pelo teu comentário
    O teu comentário não sei se não é melhor que o artigo em si. Concordo praticamente contudo o que dizes, mas…
    A questão da liquidez só é efectivamente um problema para quem não consegue gerar fluxos regulares de dinheiro. Quem tiver 20 apartamentos à renda, não deve estar muito preocupado com liquidez, já que todos os meses recebe as rendas. Quem investe em produtos de geram retorno regular, não deve precisar de vender património para pagar contas correntes.
    Já quem investe em produtos de alta volatilidade, deve ou deveria saber que é necessário fazer planeamento para não ter de vender quando não quer. É claro que se não existem reservas, tem que se vender a perder ;-( A diversificação de activos também deveria considerada em certos casos: http://investidor.pt/diversificar-ou-nao-diversificar-investimentos/

    Com o Warren Buffett é uma coisa do outro mundo, ele é simplesmente o mestre, já com o Joe Berardo apesar de ser um grande visionário, não te esqueças que comprou/reforçou BCP perto dos 4 Euros. Essa ainda deve estar a doer. Que mais não seja nas imparidades da Caixa.

    Comenta sempre que te apetecer.